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Sindicato denuncia ao MPE falta de segurança nos hospitais

A diretoria do Sindicato dos Médicos do Estado do Acre (Sindmed), levou ao conhecimento do Ministério Público do Estado (MPE) o problema da falta de segurança aos profis-sionais nas unidades públicas de saúde, principalmente no Pronto Socorro do Hospital de Urgências e Emergências (Huerb), onde na semana passada uma médica plantonista foi agredida fisicamente pela paciente, em pleno atendimento.
Medicos
Acompanhados de representantes do MPE, os médicos José Ribamar Costa e Marcos Yomura, presidente e secretário do Sindmed-Ac, estiveram reunidos com o diretor técnico do Huerb, médico Giovani Casseb para tratar o assunto, juntamente com a médica Leuda Dávalos, agredida na unidade. Do encontro, também participou o presidente em exercício do Conselho Regional de Medicina (CRM), médicos José Wilkens.

“Há algum tempo os médicos vem passando por diversas dificuldades, principalmente no Pronto Socorro. As condições de atendimento, que já apresentavam problemas, agora durante a reforma se agravaram ainda mais. Como se já não bastasse, nos deparamos ainda com a insuficiência de policiamento na unidade”, disse o presidente do Sindmed.

Outro aspecto observado por eles é quanto às falhas no controle de entrada de pessoas no PS. “As pessoas entram aqui sem nenhuma identificação. Isso não acontece nos hospitais em outros estados e também não poderia acontecer aqui. O que houve com a médica semana passada foi assustador. Ela foi agredida enquanto era imobilizada por dois acompanhantes da paciente”, acrescentou o médico Marcos Yomura.

A situação também foi tema de debate na sessão de terça-feira, 4, na Assembléia Legislativa. Esse e outro caso de agressão contra um médico, registrado recentemente no PS, foram denunciados pelo deputado estadual Donald Fernandes. Na ocasião, o parlamentar que também é médico, mencionou um requerimento que encaminhou no mês passado para o Ministério Público Federal denunciando as condições inadequadas de atendimento do PS.

Agora, os médicos aguardam providências por parte da direção do Hospital e não descartam a possibilidade de deixar de efetuar atendimento no PS, caso perdure a situação de insegurança. (Assessoria do Sindmed-AC)