Guardas da Ciatran são convocados para depor no caso Edna Ambrósio

O titular da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco, Leandro Leri Gross, requisitou ao comandante da Polícia Militar do Estado do Acre (PM/AC), coronel Romário Célio, à apresentação de quatro guardas da Companhia de Trânsito Urbano e Rodoviário (Ciatran) para serem ouvidos como testemunhas no processo que apura a morte da estudante Edna Maria Ambrósio Rego, 22 anos.

A jovem morreu em virtude de ferimentos provocados por disparos de fuzil, efetuados durante uma blitz de trânsito, ocorrida no dia 25 de fevereiro deste ano, na Rua Campo Grande, bairro Palheiral, região conhecida como “Quatro Bocas”. Edna era transportada na garupa do namorado Jeremias de Souza Cavalcante, 21 anos, quando foi atingida pelas costas.

Os policiais Francisco Moreira e Moizes da Silva Costa são apontados como os autores dos disparos. Eles alegam que não tinha a intenção de matar a vítima e que só atiraram porque o casal furou o bloqueio policial. Ambos estão aguardando julgamento no presídio Dr. Francisco d’Oliveira Conde, e também serão ouvidos na audiência designada para o dia 17 de junho.

Leri Gross também requisitou ao comando da PM à apresentação de três policiais militares, que devem ser ouvidos como testemunhas de defesa dos acusados. Cartas precatórias também foram emitidas ao juízo criminal da Comarca de Bujari, onde serão inquiridas outras duas testemunhas.

A Instrução Criminal em Rio Branco, ocorreu na Vara do Tribunal do Júri, a partir das 10h da manhã. Durante a audiência, o juiz também vai analisar o pedido de reconstituição da blitz que resultou na morte da estudante, formulado pela defesa de um dos acusados.

 

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