Rodrigo Pinto convoca opositores para se unirem em torno do seu nome

Mais um pré-candidato ao Governo foi entrevistado ontem pelos jornalistas Eliane Sinhasique e Nelson Liano Jr, no quadro Boca no Microfone, do programa Toque e Retoque, da GAZETA FM. Rodrigo Pinto, do PMDB, respondeu perguntas sobre Saúde Pública, Saneamento, Educação, Segurança Pública e modelo econômico.
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O pré-candidato peemedebista se colocou, nas suas considerações finais, como o verdadeiro candidato das oposições. “Não sou como ave de arribação, que muda de lado conforme o vento”, ironizou. Hoje, será a vez do pré-candidato Tião Viana (PT) ser ouvido no Boca no Microfone, que vai ao ar entre 15h e 16h.

Qualificação para ser governador do Acre
Rodrigo Pinto explicou as suas motivações para almejar o cargo executivo estadual.  “As pessoas não se criam políticos. Tenho o dom para participar das discussões que levam ao desenvolvimento do nosso Estado desde o berço. O exemplo está dentro da minha própria casa. Tenho um projeto que irá proporcionar uma melhoria na qualidade de vida das pessoas”, justificou.

Modelo econômico
O pré-candidato peemedebista mostrou conhecer os valores dos recursos próprios do Estado, como ICMS e FPE. “O modelo adotado pelo governo do PT abandonou os setores produtivos. Atualmente dois terço do nosso orçamento dependem de repasses do Governo Federal. O Acre melhorou em alguns aspectos, porém se tornou pior na dependência do Governo Federal. Isso porque a sua cadeia produtiva foi abandonada na última década. As diretrizes do PMDB foram determinadas por seminários em todas as regiões do Acre e refletem a vontade da população. Faremos um governo descentralizado que fortaleça o setor produtivo e proporcione ao servidor público uma qualidade de vida. Assim poderá crescer no seu serviço proporcionando desenvolvimento para todos”, explicou.

Outro aspecto relacionado ao modelo econômico abordado por Rodrigo foi à questão rural. “Nós percebemos que os órgãos que foram criados para estimular a agricultura, a piscicultura,  o macro negócio e a pecuária estão sendo utilizado como elemento que aterrorizam o pequeno produtor e as pessoas que vivem em áreas de proteção ambiental. Esses órgãos são utilizados apenas para aplicar multas. Queremos garantir tecnologia e utilizar esses órgãos para desenvolver o setor produtivo. Fortaleceremos a agricultura garantindo o escoamento dos seus produtos que apodrecem por falta de incentivo”, afirmou.

ICMS sobre a energia
Quanto a uma possível redução do ICMS sobre as contas de energia elétrica, o peemedebista, se mostrou favorável. “O imposto que é cobrado sobre a tarifa mostra que o Governo não arrecada em outros setores porque não tem produção. Por isso, vai direto à fonte que é a tarifa de energia elétrica. O nosso projeto fará com que haja mais pessoas empregadas. Vamos baixar os impostos que são cobrados para diminuir da carga dos trabalhadores. Eu não seria demagogo em dizer que o interesse do Governo não é arrecadar mais para proporcionar mais desenvolvimento e mais obras. Mas a questão do imposto cobrado na tarifa elétrica faz com que muitas pessoas deixem de pagar as suas contas e façam ‘gatos’ porque não tem condições. Quando se diminui a tarifa aumenta o número de consumidores e a diminuição da arrecadação não irá acontecer”, falou.

Segurança Pública
Outra pauta abordada foi à questão da Segurança no Acre. “Nós estamos vivenciando um estado de insegurança. Os cidadãos de bem tem que se trancar dentro de casa porque os bandidos estão soltos. Minha família sofreu um furto na semana passada e um policial estava me falando da falta de motivação para trabalhar. Os bandidos são presos e no outro dia estão soltos. Nenhum setor mais está protegido. Nós temos como diretrizes criar a Secretaria de Defesa do Cidadão onde todas as tomadas de decisão da Segurança serão unificadas. Vamos utilizar a logística de cada instituição relacionada à segurança”, apregoou.

Indagado se o projeto não se parece com o atual Ciosp, Rodrigo, negou. “Não é parecido porque discordamos desse modelo que está no Governo do PT que não está sendo eficaz. O secretário de Segurança tem que ser um especialista, um policial militar ou um delegado de polícia que tenha conhecimento. Vamos criar a delegacia especializada do idoso para protegê-lo. Faremos um pelotão escolar para que todas as escolas do Estado tenham policiamento para evitar a prostituição, a entrada de droga e a pedofilia”, ressaltou.
  
Saúde pública
Rodrigo Pinto falou dos seus planos sobre a saúde do Estado. “Nós iremos dividir as responsabilidades com os prefeitos dos municípios. Melhorando o salário dos médicos para estimulá-los a trabalharem”, explicou.

Indagado sobre a saúde pública no tempo que o PMDB era governo, o pré-candidato, se justificou:  “na década de 80 quando estava no governo o PMDB praticou aquilo que era possível porque tinha várias outras prioridades como a habitação. O governo do PMDB construiu quatro mil e duzentas casas.

Distribuiu mais de dois mil lotes. Em relação a saúde houve limitações e reconheço que teve avanços por parte do governo da FPA. Mas não alcançaram a qualidade que pretendiam. Nós vamos regionalizar a saúde e criar centros de saúde da mulher e da criança para evitar a mortalidade infantil. Nós iremos continuar esse trabalho que é a obrigação dos governantes. Além de parcerias com os laboratórios privados para acelerar a realização de exames e a entrega de resultados”, salientou.

Saneamento básico
O pré-candidato alegou ser uma prioridade para o PMDB a questão do saneamento. “Por ser um líder da oposição quero criticar o atual Governo que faz muita propaganda sobre saneamento, mas não passa de propaganda. Queremos manter as obras de saneamento urbano ampliando-as e fazendo saneamento rural e a reciclagem do lixo para proporcionar energia. Queremos desperdício zero no que tange toda a esfera de saneamento porque é uma questão fundamental para a saúde. Queremos mudar esse cenário e proporcionar aos bairros esquecidos melhora na qualidade de vida. Sempre dividindo a responsabilidade com os prefeitos. Vamos colocar água nas torneiras e infra-estrutura básica”, destacou.

Educação
Uma das áreas mais desenvolvida pelo atual Governo foi alvo de críticas de Rodrigo Pinto. “Nós iremos ampliar as escolas técnicas do Estado como na época em que o PMDB era governo. Tínhamos várias escolas técnicas com diversas especialidades. Iremos estimular os professores a fazer graduação e pós. As pessoas que educam precisam ter estímulo. O atual Governo não faz mais do que a sua obrigação ao reformar as escolas e construir novas. Mas nós queremos Implantar a Universidade Estadual do Acre. Temos que tirar esse problema das nossas mãos acabando com o monopólio das faculdades particulares e da Ufac. Aqueles estudantes que saem do ensino médio e que não têm condições ficam sem estudar. É um projeto viá-vel e um compromisso obrigatório com quem vive na nossa terra. Faremos esforços na esfera federal para realizarmos o projeto”, finalizou.

 

 

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