Vidas em jogo

Enquanto os agentes da Polícia Civil estão em greve, a criminalidade vai fazendo suas vítimas. Como esse garoto que foi arrastado para um matagal por um maníaco sexual, seviciado e violentado. Só não foi morto porque conseguiu livrar-se das garras do criminoso. Quem vai se responsabilizar pelos traumas do menino e de sua família?

Este é apenas um caso entre tantos que só vem corroborar o que se vem dizendo: greves em serviços públicos essenciais por “tempo indeter-minado” agridem os mais elementares direitos da sociedade.

Vale insistir, entretanto, que com essa assertiva não se está subtraindo o direito dos trabalhadores, públicos ou privados, de fazer suas reivindicações. O que não se pode aceitar, no caso dos serviços públicos, é que os movimentos grevistas tenham apenas dia e hora para começar e “tempo indeterminado” para acabar.

Ora, no caso da Segurança Pública, Educação, Saúde, Transporte Coletivo e outros isso é um absurdo. Não se sustenta à luz do bom senso e da responsabilidade, porque o bem-estar social e até vidas humanas estão em jogo.

E aqui não se está apenas chamando a atenção dos servidores, mas também e sobretudo dos governos, nas várias instâncias, que são os principais responsáveis por esses serviços.

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