Encerrado Ciclo de Palestras do II Fórum Internacional de Desenvolvimento da Amazônia

Ciência e Tecnologia e Produção Sustentável na região foram os temas abordados ontem, 4, no 2º Fórum de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Sul-americana. Pela manhã participam dos painéis os palestrantes Marco Aurélio Cabral Pinto, doutor em Economia pela UFRJ; José Cardoso, vice diretor da Escola Politécnica da USP; Marco Antonio Raupp, presidente da SBPC e Marcos Túlio de Melo, presidente do Confea. À tarde, o chefe geral da Embrapa/AC, Judson Valentim; Eduardo Hilserant, vice-presidente do Conselho Profissional de Engenharia Civil da Argentina e Ceci Juruá, economista da UERJ, participam do painel Produção Sustentável.
Palestras
O 2º Fórum reúne profissionais de engenharia, executivos de empresas públicas e privadas, mestres e doutores de áreas ligadas à produção, meio ambiente, tecnologia, energia elétrica em debate sobre os desafios a serem vencidos para promover a integração dos países da Amazônia sul-americana em torno de interface comum dirigida ao desenvolvimento sustentável e inclusão social com base florestal.

Energia limpa – Quinta-feira, segundo dia de realização do fórum, os temas discutidos foram Energia Elétrica e A integração da Amazônia com destaque para a palestra de Paulo César Magalhães, superintendente de Planejamento de Expansão da Eletrobrás/Eletronorte e senador Tião Viana, respectivamente, que, na ocasião, foram homenageados pelo idealizador e organizador do evento, engenheiro Tião Fonseca. O Brasil possui 7 geradoras de energia e 6 distribuidoras e finaliza o Plano Decenal de Expansão da Oferta de Energia, documento que irá conduzir as ações para o setor nos próximos dez anos para atender a demanda.

O país tem 73% de sua matriz de energia elétrica prove-niente de fonte hidrelétrica, sendo considerada uma das mais limpas do mundo. “Hoje, nosso desafio é interligar o sistema elétrico do país, da Amazônia numa rede e construir usinas hidrelétricas que agridam menos o meio ambiente. As usinas têm que ser vistas como parcerias da preservação e não só como danosas”, defende o superintendente da Eletrobrás, Paulo Magalhães. Segundo ele, atualmente existem 28 projetos em estudo para a construção de usinas na região amazônica que deverão gerar em torno de 30 mil megawatts de energia.

Lacunas na integração – O senador Tião Viana, um dos palestrantes do 2º Fórum de Desenvolvimento Sustentável diz que os países da Amazônia sul-americana ainda estão distantes da integração de fato. Ele cita como lacunas que inviabilizam este processo o ecoturismo e a energia elétrica. “O turismo entre as amazônias é pequeno e incipiente diante do potencial futuro, por exemplo. Fronteiras são muros a nos separar. Temos o desafio de nos aproximar cultura, intelectualmente. Este debate é estratégico e faz parte de uma agenda que irá nos favorecer muito”, disse para uma platéia de profissionais e jovens estudantes na tarde de quinta-feira.

Tião Viana destacou o papel do Acre na rota da integração com a Bolívia e Peru por meio da rodovia Interoceânica enfatizando que o Estado não será um corredor de passagem. “Aqui no Acre a política do governador Binho promove economia florestal, verde, de baixo carbono, com alto valor social. O Acre tem sua marca de sustentabilidade”.

O fórum, uma iniciativa da ONG Engenheiros Solidários e Federação Nacional dos Engenheiros com apoio do Governo do Estado, Prefeitura de Rio Branco, CREA/AC, Ufac, Embrapa, continua neste fim de semana com visitas técnicas às obras das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio em Porto Velho (RO). (Assessoria)

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