Binho visita obras do Programa de Pavimentação de Vias Secundárias

O governador Binho Marques visitou ontem, 24, as obras do Programa de Pavimentação de Vias Secundárias no bairro Nova Esperança, em Rio Branco.  São investimentos que ajudam a prefeitura da Capital no desenvolvimento da cidade, garantindo qualidade de vida para milhares de famílias moradoras dos bairros mais distantes do Centro. Acompanhado da presidente da associação dos moradores daquele bairro, Felomena Nascimento, a Mena, o governador percorreu as ruas José Paulino de Oliveira, 1º de Abril e José Mendes, onde, além da pavimentação, o Departamento de Estradas de Rodagem, Hidrovias e Infraestrutura Aeroportuária do Acre (Deracre) implanta rede de drenagem de água de chuvas e de coleta de esgoto.

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Participaram também da visita o secretário de Estado da Comunicação Social, Aníbal Diniz; o diretor de Obras do Deracre, Joselito Nóbrega; a gerente de Vias Urbanas do órgão, Gilcélia Vianna; gestores e lideranças comunitárias. O Governo do Acre investe R$ 735.142,48 para levar 1.948 metros de asfalto à sete ruas do Nova Esperança. “Estamos aqui para garantir obra de boa qualidade para a população”, disse o governador.

Binho Marques mantém um importante acordo de cooperação com o prefeito Raimundo Angelim para ampliar e aprofundar a intervenção pública nas regionais da Capital. No total, o Programa de Pavimentação de Vias Secundárias irá investir R$ 30 milhões em 129 ruas de 33 bairros. Ao final desta etapa, Rio Branco terá 50 quilômetros de ruas asfaltadas pelo sistema tratamento superficial duplo (TSD) e cimento asfáltico de petróleo (CAP) – este aplicado nas vias maiores e de maior fluxo de veículos e pessoas.

Elizário Ferreira de Souza tem 81 anos e há 23 mora na casa número 45 da Quadra C da Rua José Paulino de Oliveira, onde foram asfaltados 196 metros, trecho em que faltam apenas detalhes de meio-fio e regularização de rampas para a obra ficar completa. Recuperado de uma leishmaniose que lhe acometeu nos tempos em que cortava seringa na região do Paraná dos Mouras, no Vale do Juruá, Elizário gosta de sentar-se à porta e ficar olhando o movimento da rua. “Agora mudou muito, mas teve tempo que a ambulância que vinha me buscar e levar à Fundhacre não conseguia chegar aqui por causa do barro”, disse o aposentado. “Até descalço era ruim de andar”, completou, mostrando a via agora pavimentada.

À medida que as intervenções vão se aprofundando especialmente em áreas delicadas, como o saneamento básico, eleva-se a qualidade de vida dos moradores. Até pouco tempo, a grande parte da malha viária da Capital não possuía captação de águas pluviais e coleta de esgoto, mas essa realidade muda gradativamente. Até o final do ano, 70% do esgoto produzido em Rio Branco será coletado e tratado.

A partir da década de 1970, milhares de acreanos deixaram de viver na floresta para morar nas cidades maiores, especialmente Rio Branco. O fenômeno favoreceu as ocupações desordenadas e muitas famílias passaram a morar em condições precárias. Nos últimos anos, Governo e Prefeitura vêm realizando obras e ações que estão transformando essa realidade. “Antigamente, nem a rua principal, a Vieira de Melo, era asfaltada. Eu estava grávida e para tomar o ônibus para ir ao posto fazer o pré-natal tinha de fazer uma caminhada de quinze minutos sob sol ou chuva”, relatou a conselheira da regional, Antônia da Silva, que há quinze anos mora na Travessa José Mendes, que também está recebendo obras do Programa de Pavimentação de Vias Secundárias. Depois de anos sem obter sucesso na luta pela melhoria do seu bairro, Antônia da Silva descobriu que os moradores poderiam acessar o direito a voz e voto no conselho da regional porque mesmo sem associação formalizada, tinham registrado e legalizado o Grupo de Mulheres e Adolescentes Força Feminina, de sigla Gemaf. “Através da organização da comunidade pudemos obter melhorias para o bairro”, reconheceu ela.

 Dignidade para toda a população
A implantação de uma frente de obras e equipamentos públicos traz resultados positivos em todas as áreas. A moradora Alzeni de Oliveira Leão, conta que parte da Rua 1º de Abril, então Dr. Rafael Gondim, foi aberta pelos próprios moradores há cerca de vinte anos. Como não existia espaço de lazer, moradores limparam um matagal próximo e fizeram um campo de futebol. O local acabou virando ponto para consumo de produtos ilícitos, havia muita perturbação do sossego e a presença da polícia era constante. Há alguns anos, a Prefeitura de Rio Branco, em parceria com o Governo do Estado, construiu no mesmo espaço a Escola Cecília Meireles, que atende ao pré-escolar. “Desde então, passamos a viver mais tranquilos”, disse Alzeni.

 O trabalho avança
O governador agradeceu aos moradores pela colaboração com o desenvolvimento do projeto. A decisão de quais ruas seriam pavimentadas partiu da população local. Hoje, na Capital, o Deracre já tem 50% do trabalho em andamento e apenas no bairro Nova Floresta estão sendo implantados 410 metros de rede drenagem. O bairro tem relevo plano e, por isso, uma rede pequena atende com suficiência a demanda. Todas essas definições foram feitas em conjunto com a comunidade.

Na Rua 1º de Abril, os moradores falam em lutar para que volte o nome antigo, Dr. Rafael Gondim, uma vez que as obras públicas estão de fato sendo implantadas. A denominação 1º de Abril é um pejorativo em decorrência de promessas políticas não cumpridas. Pela parceria entre Governo e Prefeitura, o Deracre executa a terraplanagem, fornece os insumos e a Empresa Municipal de Urbanismo de Rio Branco (Emurb) aplica o TSD. (Agência Acre)

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