Prefeito do PMDB declara apoio à Frente Popular

As conseqüências da retirada da candidatura Rodrigo Pinto (PMDB) já começaram provocar reações políticas no Estado. Cleidson Rocha (PMDB), prefeito de Mâncio Lima, declarou publicamente, ontem, apoio a chapa majoritária da FPA, para o Governo do Acre e Senado. Cleidson alega que sem candidato a governador do seu partido prefere seguir os passos do PMDB nacional que se uniu ao PT na corrida ao Palácio do Planalto. No entanto, o prefeito peemedebista apoiará as reeleições do deputado federal, Flaviano Melo (PMDB-AC) e da deputada estadual, Antonia Sales (PMDB).
Cleidson-Rocha
O prefeito não esconde que há uma identificação entre as mudanças que vem promovendo em Mâncio Lima e o estilo de gestão da FPA. “Para retirarmos antigas lideranças do município tivemos que trazer pessoas que formam um leque político diverso. O nosso projeto reuniu um grupo de matizes políticas diferentes. Além disso, a nossa gestão tem uma proximidade grande com o projeto da FPA. Estamos fazendo parcerias importantes com o Governo do Estado como no caso da municipalização do ensino. Isso gerou uma confiança institucional e política com quem governa o Acre”, justificou.   

Seguindo os passos de Brasília
Indagado sobre uma possível reação interna no PMDB acreano, Cleidson Rocha afirmou não acreditar. “Vou apoiar o projeto da FPA seguindo os passos da executiva peemedebista nacional que demonstrou confiança no Governo do presidente Lula (PT). Tanto que o Michel Temer (PMDB) será o vice na chapa de Dilma Rousseff (PT). Quero fazer esse debate com a população de Mâncio Lima e mostrar que o alinhamento nacional pode ser repetido no Estado”, declarou.

O prefeito se considera um peemedebista produtivo para o partido. Na opinião dele, isso evitará possíveis retaliações internas. “A minha militância no partido é muito produtiva. Tanto que o PMDB cresceu em Mâncio Lima depois da nossa vitória. Comecei um trabalho há oito anos e ninguém imaginava que chegaríamos ao poder com tanta rapidez. Por isso, tomei a minha decisão com tranqüilidade. Tinha um compromisso com a candidatura do Rodrigo Pinto que é diferente do cenário com o Bocalom (PSDB)”, ponderou.

Compromisso com o PMDB
Quanto à atitude do PMDB de retirar a sua candidatura majoritária, Cleidson concorda com a executiva. “A candidatura do Rodrigo Pinto não cumpriu o papel de atrair outras forças políticas para marchar com o PMDB. Acho que o desfecho melancólico do processo teria que ser esse mesmo. Não haveria crescimento do partido sem a aglutinação de outras forças políticas. O debate não foi convincente e, por isso, não atraiu ninguém. Vou conti-nuar fiel ao PMDB com um compromisso das candidaturas proporcionais do deputado Flaviano Melo e da deputada Antonia Sales. A eleição do Flaviano é importante para as prefeituras do interior. Só para Mâncio Lima, recentemente ele liberou mais de R$ 2 milhões de emendas”, afirmou.

O fator Edvaldo Magalhães
Outro fator importante para a decisão do prefeito peemedebista foi à boa relação política que mantém com o presidente da Aleac, deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB). “Devemos muito da nossa vitória eleitoral ao Edvaldo. Primeiro ele conseguiu o sinal positivo dentro da FPA para que o meu vice, Eriton Maia (PCdoB), pudesse marchar comigo nas eleições municipais. Depois o Edvaldo esteve presente em todos os comícios pedindo votos para a nossa chapa em Mâncio Lima. Ele não fez isso de forma aleatória, mas com a consciência de que era preciso haver mudanças políticas profundas no município”, reconheceu.

Cleidson Rocha, acha fundamental a ida de Edvaldo Magalhães para o Senado. “Considero importante a eleição do Edvaldo porque poderá ajudar os municípios da região de maneira suprapartidária como é o estilo dele. Além disso, tenho profundo respeito e admiração pela suas qualidades de articulador. Sem falar na gratidão por nos ajudar na vitória em Mâncio Lima”, salientou. O prefeito, deixou claro que o seu apoio será para toda a chapa majoritária da FPA formada por Tião Viana (PT) para o governo e, Jorge Viana (PT) e Edvaldo Magalhães (PCdoB), ao Senado.   

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