Ato grevista de servidores da Justiça Eleitoral pode atrapalhar Eleições

Os servidores da Justiça Eleitoral de todo o país começaram desde maio um movimento grevista em defesa da equiparação salarial entre os cargos dos poderes Executivo e Legislativo. Com isso, os sindicatos de servidores de vários estados brasileiros aderiram ao movimento, incluindo o Acre (em greve desde 26 de maio), dando prioridade aos processos de urgência e gerando o atraso de outros milhões em tramitação na área.
Servidore-greve
Entretanto, o maior saldo negativo da ação poderá vir nas Eleições 2010. É que se não houver avanço nas negociações entre o diretório sindical e a União até agosto, a classe promete mobilizar todos os Estados para uma corrente grevista, causando danos aos serviços de informática, alocação de mesários e distribuição/manutenção das urnas eletrônicas (itens que são essenciais para a realização do processo eleitoral em outubro).

No último sábado, em Brasília, houve uma reunião na qual o diretório nacional da categoria emitiu orientação de suspender provisoriamente as greves, a fim de dar um voto de con-fiança ao Governo Federal nas negociações. Porém, caso não haja consenso entre as partes, o diretório também reafirmou a ordem de ampliar a greve em agosto.

De acordo com Josemir Melo, coordenador do Sindicato dos Servidores da Justiça Federal e Eleitoral do Acre (Sindjes), os servidores locais receberam a orientação, mas optaram por seguir com a greve até que a situação salarial esteja mais perto de um final melhor. Dessa forma, estão tramitando nas 2 áreas apenas os processos com urgência.

“Por enquanto, ainda não há nenhum tipo de dano às Eleições. Contudo, se for preciso chegar até este ato grevista mais radical em agosto, aí tal processo terá sérios danos, já que depende bastante da atuação dos servidores da Justiça Eleitoral, inclusive, pode-se dizer que ele é praticamente todo executado pela classe”, completa o coordenador.  

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