Peru ajuda o Acre a conservar arsenal

Com a experiência de ter enfrentado conflito armado com o Chile – naquela que ficou conhecida como a Guerra do Pacífico – o Peru ajudará o Acre a restaurar e conservar materiais de guerra usados durante a Revolução Acreana (1903-1904). No próximo dia cinco de agosto, uma comissão de arqueólogos e historiadores peruanos chega ao Estado para pesquisas arqueológicas.

Os cientistas são membros do Instituto de Estudos Históricos do Pacífico, em Lima. O objetivo do intercâmbio é trocar experimentos e técnicas que garantam a conservação do material usado no confronto entre seringueiros brasileiros e o Exército da Bolívia por parte das terras que hoje formam o Acre. A equipe chega um dia antes da comemoração do 6 de Agosto, início da Revolução Acreana, e que se encerrou em 24 de janeiro de 1904.

Entre os membros do instituto peruano está o diretor, Oscar Ferreira, além do diretor legal, Francisco Pantigoso. O convênio entre o Acre e o centro de estudos foi assinado ainda em abril. O Instituto de Estudos Históricos do Pacífico é responsável por escavações que resultaram no encontro de armas e equipamentos valiosos do período da guerra, travada entre 1879 e 1883. Graças aos seus estudos, hoje Lima conta com um museu que melhor retrata o conflito.

Apesar da importância histórica, a Revolução Acreana não conta com um museu exclusivo para retratar a luta do exército de seringueiros liderado pelo gaúcho José Plácido de Castro. Uma das cidades símbolos do episódio, Porto Acre, não oferece a estrutura necessária para turistas e pesquisadores. Fundada há pouco tempo, a Confraria da Revolução Acreana – que tem como membros historiadores e especialistas do assunto – tentam manter vivo o significado do levante.

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