Polícia Federal e Ibama iniciam fiscalização a madeiras ilegais

A Polícia Federal e o Ibama apreenderam 74,6 metros cúbicos de madeira, na Operação “Tronco Serrado”, na última terça-feira, 29.
Ibama

Ao menos dois veículos, uma carreta articulada do tipo “Julieta” e uma Toyota Bandeirantes também foram apreendidos. A picape estava sem o Documento de Origem Florestal (DOF). Quanto a carreta, o DOF estava em descordo com o destino informado no documento.

Segundo informou a Superintendência da Polícia Federal, foram realizadas mais de 12 fiscalizações em pontos itinerantes que possibilitaram vistoriar 26 veículos transportando madeira.

A Operação “Tronco Serrado” tem como objetivo coibir o transporte ilegal de madeiras no Estado. As madeiras apreendidas são cedro, cerejeira e outras espécies utilizadas para fabricação de laminados. Uma motosserra também foi apreendida por encontrar-se sem o registro e sem a licença para porte e uso.

A estratégia da PF e do Ibama foi a de montar barreiras rodoviárias móveis com a finalidade de combater o transporte irregular de toras de madeira, muitas vezes, transportada por meio de rotas que chegam à Rio Branco sem documentação ou com documentação irregular.

A madeira de boa qualidade, que é extraída ilegalmente, geralmente, tem como destinatários madeireiros na Capital, que compram e as beneficiam à margem da legislação.

“Isto ocorre, principalmente, pela falta de origem lícita das mesmas, chegando ao consumidor com preço muito menor das derivadas de Planos de Manejo autorizados pelos Órgãos Ambientais”, diz a Polícia Federal em nota enviada à imprensa.

A grande maioria da madeira que transitou no período, até agora monitorado, foi de origem legal e estava acompanhada do DOF.

A operação vai acontecer durante todo o “verão amazônico”, em dias, locais e horários diversos, nas principais vias de acesso à Rio Branco e adjacências.

Quem for pego transportando madeira sem documentação ou na posse de documentação irregular, além da multa administrativa expedida pelo Ibama, comete crime ambiental de falsificação de documento público, entre outras condutas típicas que serão analisadas diante do caso. (Assessoria PF)

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