Jorge Viana abre escritório político e diz que com Edvaldo e Tião está pronto para discutir os grandes temas

O ex-governador e candidato ao Senado Jorge Viana reuniu em Rio Branco, na manhã de ontem, 21, seu companheiro de chapa Edvaldo Magalhães e o candidato ao Governo do Estado pela Frente Popular  (FPA), Tião Viana, para inaugurar seu comitê de campanha, localizado na Rua Coronel José Galdino, no bairro do Bosque (altos do Edifício da Rommanel). “Aqui será nosso endereço para receber jornalistas e todos aqueles que queiram informações sobre nossa campanha. Estaremos aqui à disposição”, disse Jorge Viana.
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Exibindo um mapa do Acre que decora uma das salas do Acre, Jorge Viana disse que, se eleito, vai utilizar o mandato para rediscutir inclusive os limites da Amazônia, algo que ele iniciou ainda no primeiro mandato de governador e razão pela qual foi muito criticado pelos seus colegas governadores. Para Jorge Viana, é inconcebível que a Amazônia seja dividida por linhas imaginárias, como é o caso do Acre, quando há tantos limites naturais, como rios, igarapés e vales.

 “A conseqüência é que, em algumas localidades, como na curva do Rio Purus, na região entre Sena Madureira e Manuel Urbano, vivem um monte de acreanos dentro do território amazonense. Isso significa que, o que a gente fizer lá, como construir uma escola, por exemplo, estará sendo feito dentro da ilegalidade. Algo absurdo que só quem conhece a realidade é que sabe o que as pessoas que vivem nessa confusão sofrem”, disse Jorge Viana, ao elogiar o deputado Edvaldo Magalhães, que criou na Assembléia Legislativa a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre os limites dos municípios. “O Edvaldo ajudou a resolver isso internamente, mas o problema ainda é grande em toda a Amazônia”, afirmou.

Jorge Viana também criticou a atual legislação eleitoral. “Nesta campanha, temos uma singularidade. Não me conformo com o fato de que a campanha esteja sendo tencionada pelo conflito de legalidade. Isso faz com que numa campanha de semanas não se discuta os temas que realmente interessam ao país e ao Estado, mas sim quem foi e em quanto foi multado”, disse. Segundo ele, isso não é culpa dos juízes ou de promotores. “É culpa das regras, que não são claras. Isso acaba fazendo com que a política seja criminalizada. Penso que, numa campanha, o protagonista não tem que ser o juiz, o promotor, a imprensa os candidatos. O grande protagonista é o eleitor”, afirmou.

O ex-governador disse ainda que, à medida que surgem números como o do Ibope, divulgados no início desta semana, o colocando como o candidato com a maior aceitação entre os candidatos ao Senado no país, com 67%, isso aumentar a responsabilidade dos líderes da Frente Popular. “Eu, o Edvaldo e o Tião estamos conscientes da enorme responsabilidade de fazer com que esses números não retroajam, só aumentem. Isso é um grande desafio porque quem tem responsabilidade política, jamais quer decepcionar àqueles dos quais recebe tamanha confiança”, disse. “Eu sou um homem que só tenho a agradecer porque os acreanos já me deram tudo, muito mais do que eu mereço”, disse.

 “Na oposição falta lastro para que eles sejam líderes de alguma coisa”, diz ex-governador – Ao falar sobre pesquisas de opinião pública, Jorge Viana aproveitou para cutucar os adversários da Frente Popular. Disse que, na coligação de oposição há nomes que ele particularmente vê uma ponte de diálogo institucional e chegou a citar nominalmente o deputado Flaviano Melo, candidato a reeleição pelo PMDB, e o ex-deputado federal Márcio Bittar, que luta para voltar ao cargo pelo PSDB. “Eles são ex-poentes da oposição. E quando falo isso, sei que alguém do lado de lá fica com raiva, cria problemas. Já não posso dizer o mesmo do candidato a governador e dos candidatos ao Senado deles. Acho que a eles faltam lastro políticos para se colocarem como líderes de alguma coisa”, disse.

A crítica aos candidatos ao governo e ao Senado pelas oposições foi feita sobretudo pela reação dos dirigentes do PSDB aos números da última pesquisa do Ibope. “O seu Bocalom reagiu de forma baixa, destemperada e de um jeito que só mostra que ele não tem preparo nenhum para querer disputar um honroso cargo como de governador do Acre”, afirmou Jorge Viana.

Tião Viana afirma que está pronto para debates na TV sobre plano de Governo – Edvaldo Magalhães, o segundo candidato ao Senado da FPA, disse também que o grande problema da oposição é que eles entraram na disputa buscando apenas uma parte e não o todo. Queria dizer que o “todo” seria disputar o governo e as duas cadeiras do Senado, o que não é o caso, já que a oposição parece mirar apenas no próprio Edvaldo Magalhães na tentativa de derrotá-lo. “Quando se disputa o todo, é possível se conquistar uma parte. Quando se disputa uma parte, a derrota me parece mais aparente”, disse Magalhães.

Tião Viana, na condição de candidato a governador, reafirmou no desequilíbrio dos adversários da Frente Popular e confirmou que está pronto para participar de debates, inclusive através de um “pool” de emissoras de TV, para discutir planos de desenvolvimento. “Nós não estamos fazendo uma campanha baseada na melancolia. Estamos fazendo uma campanha de propostas, ouvindo a população. Se a oposição não consegue fazer o mesmo é porque não se reciclou e quer apenas uma apropriação privada do poder sem entender que governador é servir”, disse Tião Viana. (Assessoria)

 

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