Funcionários da Suframa param e deixam dezenas de caminhões com cargas não vistas

Os servidores fiscais da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) deram início ontem a uma paralisação para reivindicar contra 2 ‘descasos’ salariais. O primeiro diz respeito ao corte salarial de R$ 112,00 que a classe sofreu em 2008 por conta de um erro de cálculo do Ministério do Planejamento. O segundo ponto é o não pagamento de 80 pontos (cada um corresponde a R$ 7,00) de gratificação por bom desempenho na função.

A paralisação dura até hoje à tarde, 14h, servindo de alerta para uma possível greve da categoria daqui a 30 dias (prazo para a União tomar uma providência). A nível nacional, a Suframa conta com 300 servidores atuantes no Amazonas, Acre, Amapá e Rondônia.

No Acre, 12 funcionários do órgão cruzaram os braços e 7 mantiveram serviços básicos. Segundo Renato Santos, representante local do Sindicato dos Funcionários da Suframa (Sind-Frama), com a paralisação todas as mercadorias vindas da Zona Franca de Manaus para abastecer os mercados da região ficaram congestionadas no posto da AC-40 e foram liberadas sem a devida vistoria dos fiscais (tiveram ‘Canal Verde’, isto é, foram apenas carimbadas). O serviço de cadastro e recadastro de empresas também fica prejudicado.

 

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