Furto de gado é investigado na Estrada do Barro Vermelho

Já está sendo apurado pela delegacia da 4ª regional, por meio do delegado Saulo Ribeiro, o furto de gado para comercialização em açougues clandestinos.

Os acusados são Antônio José Mesquita Brito, 22 anos, vulgo Marquinhos ou Nego, que na quadrilha de ladrões de gado seria o responsável pela “estrada do boi”, ou seja, a pessoa que percorria a estrada para ver se havia alguém ou alguma barreira policial, uma espécie de batedor.

Marcos Ronildo Cavalcante de Araújo, 28, caseiro de uma chácara na Estrada do Barro Vermelho.  Ele é quem estaria passando todas as informações para a quadrilha e, de acordo com informações de uma das vítimas, ele é quem estaria matando os animais para vender a carne nos açougues clandestinos.

Marcos Ronildo foi preso na Chácara Avenida, onde fez vários buracos espalhados pelo pasto para enterrar as vísceras e a carcaça dos animais. No momento em que as vítimas e os peritos do IML estavam no local para retirar o material para análise, o acusado ameaçava o dono da propriedade, seu patrão. Ele dizia que ia para o inferno, mas que levaria uma outra pessoa junto com ele.

Marcos Ronildo foi preso na noite de segunda-feira, e levado para a delegacia da 4ª regional, onde ficou preso até ontem.
Só no mês passado, cerca de 50 animais foram furtados de propriedades da região. Somente uma das vítimas perdeu 40 bois, furtados no dia 21 de julho.

Até agora a polícia apurou que cerca de 10 criadores foram vítimas da quadrilha, que é composta por donos de casa de carne, açougueiros, caminhoneiros e peões de fazendas.

Foi apreendida uma motocicleta Bros vermelha, placa MZY-5820 usada pela quadrilha e um alicate de corte de alta pressão para cortar cadeados e correntes.

Uma das vítimas localizou o caminhão que transportava os animais furtados e chegou até Marcos Ronildo.

O caminhoneiro ainda teria feito ameaças a outra vítima dizendo que já tinha três homicídios e que era melhor deixar as coisas como estavam. O caminhão também foi apreendido mais liberado em seguida.

O condutor do caminhão não informou quem o havia contratado para transportar o gado.

Duas das vítimas acima não quiseram fornecer os nomes, com medo de represália.

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