Oposição dá sua mensagem em Brasiléia

Com a inauguração oficial de um amplo comitê local, a Caravana da Esperança, como passou a ser chamada a Coligação Liberdade e Produzir para Empregar, iniciou sua reunião em Brasiléia.
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Frente a  uma platéia vivamente interessada num discurso de contestação, o ex-prefeito Aldemir Lopes,uma das mais expressivas liderança  políticas do município, exortou a união das oposições como única e derradeira forma de enfrentar o poder.

Para ele, é hora de esquecer siglas e grupos partidários e mostrar uma  frente fortalecida e determinada a mudar o jogo.

“Como no futebol, é preciso  saber a hora de avançar e  se defender para chegar no resultado pretendido. É preciso estratégia”. Num discurso eloqüente, o candidato a estadual Francisco Pereira, o Chicão do Psol, ex-militante e pioneiro da Frente Popular, disse que muitos de seus ex-companheiros gostariam de estar ali e integrar um projeto de mudança, “mas têm medo das perseguições e a perda do próprio emprego”.

Lideranças rurais denunciaram o abandono dos seringais e o declínio da produção rural que vem empobrecendo toda a região fronteiriça. Eles pediram uma política de priorização do campo para evitar que o Alto Acre continue a comprar arroz e feijão de São Paulo,a quilômetros de distância, quando deveriam ser produzidos na região.

Em sua fala, Márcio Bittar (candidato a deputado federal pelo PSDB), voltou a criticar a péssima qualidade de ensino e lembrou que dos 96 universitários formados em medicina pela Ufac, somente 6 são acreanos, “o que constata a falência do sistema educacional e  obriga centenas de estudantes a migrar para as faculdades da Bolívia e Cuba”. O candidato denunciou ainda a perseguição  do Imac  aos pequenos produtores, que muitas vezes têm seus currais e cercas empenhados na Justiça  para garantir o pagamento de multas absurdas.

Na mesma linha, o vereador peemedebista Everaldo, cand. a dep. estadual, disse que Imac e Ibama não  se entendem, aplicando medidas contraditórias e conflitantes que só prejudicam quem realmente quer produzir. “O pequeno produtor precisa de apoio e não de empecilhos para seu trabalho”. Foi quando  o cand. a reeleição Flaviano Melo (PMDB) pediu a Tião Bocalom retomar a política de distribuição de sementes, preço mínimo e garantia de escoamento da produção para colocar comida na mesa do trabalhador.

“É preciso voltar a encher os armazéns da Cageacre de produtos locais como forma de diminuir custos, baixar preços e garantir a distribuição do produto o ano inteiro”.

O  cand. a Senado, Sérgio Petecão (PMN) disse ter a certeza que em 3 de outubro a grande maioria da população vai desabafar sua insatisfação nas urnas e optar por quem valoriza o trabalho e a liberdade. “Nossa proposta faz toda a diferença. Vai ao encontro a tudo o que a população espera e exige das autoridades. Chega de desemprego, de perseguição e falta de perspectiva”.

 Em seu discurso de encerramento, o candidato a Governo Tião Bocalom (PSDB) confirmou que a prioridade máxima de seu Governo será a criação de postos de trabalho, “para uma população de desempregados que hoje vive à mercê da própria sorte”. E lembrou que o Acre possui uma das maiores taxas de desemprego do país, com aproximadamente 220 mil pessoas sem emprego ou qualquer outra forma oficial de sustento da própria família.

Ele destacou ainda que  no Governo Flaviano Melo o Acre deu exemplo de desenvolvimento econômico e progresso social, com a ativação da construção  civil e de obras de infra-estrutura e saneamento que produziram milhares de emprego e fizeram circular renda em todo o Estado.

“Ao construir 6 mil casas, 1500 destinadas a doação, Flaviano criou empregos e garantiu a diminuição do déficit habitacional como nenhum outro Governo. Seu trabalho no saneamento continua imbatível e serve de parâmetro para qualquer administrador que tenha compromisso com as prioridades sociais. É assim que vamos agir num Governo solidário e de resgate social”. (Assessoria

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