Ele ria

A observadores mais atentos chamou atenção um fato ocorrido anteontem: ao serem apresentados pela polícia como acusados de matarem uma conhecida empresária da cidade, um dos assaltantes ria diante das câmeras. Zombeteiramente ria.

Pelas aparências e ao que consta não se trata de um débil mental. Trata-se sim de um exemplo do grau de degeneração dos valores mais elementares a que se chegou, o mais valioso deles, a vida.

Ou seja, enveredando pelo submundo do crime, quase sempre turbinados pelo tráfico e consumo de drogas, para muitos desses jovens – a maioria são jovens – matar ou morrer tornou-se uma questão acidental.

Se o assalto for bem sucedido, eles roubam, espancam, se for necessário, matam suas vítimas. Se não for, podem ser presos ou mesmo mortos. Se forem presos, ainda riem, porque sabem de antemão que vão para a penitenciá-ria e daqui mais algum tempo estarão livres de novo.

Evidentemente que há algo de errado, de grave nesta escala de valores, que precisa ser analisado e corrigido. Uma sociedade não pode aceitar que se desça a degraus tão baixos e perigosos.

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