Bancários explicam prejuízos da ‘ganância’ dos bancos à população, em 2º dia de greve

 Desordem, pessoas desorientadas e filas nos caixas eletrônicos marcaram o cenário nos bancos da capital acreana. Por conta do 2º dia da greve dos bancários, as 3.864 agências paralisadas de todo país, incluindo 10 no Acre (9 em Rio Branco), passaram por grandes transtornos na manhã/tarde de ontem.Pra amenizar a situação, os servidores percorreram agências da cidade para explicar aos usuários presente os danos maiores que eles sofrem por causa daquilo que a classe chama de ‘ganância’ e ‘descasos’ dos patrões de bancos.

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O movimento foi organizado pelo sindicato da categoria, Seeb/AC, e ainda contou com discursos na Praça dos Seringueiros, em frente a 2 agencias bancárias, no Centro. Além disso, os bancários também aproveitaram a ocasião para orientar usuários a usar outros meios de operações, como os caixas eletrônicos, casas populares, entre outros.   

Segundo a presidenta da entidade, Elmira Farias, tais atos têm como propósito abrir os olhos da população para as ‘verdades escondidas’ por detrás da ‘fachada de bonzinhos’ que os bancos nacionais mascaram. Por isso, o slogan da greve é ‘pessoas em 1º lugar’.

“A mensagem que estamos transmitindo é que as pessoas são exploradas todos os dias quando vão aos bancos realizar operações e/ou serviços. Elas precisam pagar altas taxas e várias tarifas extras, enquanto bancos faturam lucros absurdos e não fazem melhorias. As empresas têm equipes reduzidas de profissionais, o que provoca uma demora de até 2h nos atendimentos. O certo seria de 30 (horas normais) a 45 minutos (de pico)”, diz.

A greve dos bancários foi gerada pelo pedido de 11% de reajuste salarial, aumento pra 1 salário mínimo (R$ 510) no auxílio alimentação e cesta básica, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 3 salários, mais R$ 4 mil fixos por ano. Os patronos concederam só 4,29% de reajuste. A paralisação segue por tempo indeterminado, sem acordos locais. Apenas a nível nacional a Febraban acena negociações, mas não dá o braço a torcer.   

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