Catedral encerra Círio de Nazaré com procissão e 30 mil pessoas no domingo

Parece difícil quebrar a extenuante rotina do dia-a-dia e resgatar os bons valores de Jesus Cristo. Difícil, mas não impossível! Para lançar este desafio, a Catedral de Rio Branco convida toda população acreana a participar de suas atividades finais do Círio de Nazaré 2010. A programação do círio começou desde o final de setembro (dia 27), já incluindo missas, novenas, ofícios divinos, testemunhos e até as inéditas (e emocionantes) visitas da imagem de nossa Sra. de Nazaré à casa de doentes e repartições públicas da cidade.
Padre
Hoje (7), meio-dia, ocorre a celebração Eucarística do fim do tríduo e presença dos pais dos Anjos de Maria, na catedral. Já a grande procissão do círio será neste domingo (10) – tradicionalmente o 2º de outubro – com concentração às 16h30 na Gameleira, show às 17h e largada às 19h. A marcha vai até à catedral as 20h para a missa e benção final. Antes, às 6h e às 8h da manhã, a catedral recebe as 2 missas solenes da festa. Durante toda esta programação, a expectativa é de reunir um público de cerca de 30 mil fiéis.

De acordo com reitor da catedral, padre Mássimo Lombardi, o círio (ou ‘vela grande’) é considerado a maior festa ecumênica-religiosa do mundo porque representa um grande dia de esperança. Segundo ele, trata-se de uma oportunidade para que as pessoas reflitam sobre os verdadeiros valores simbolizados na imagem da mãe de Jesus Cristo, tais como a ternura, a dedicação, o diálogo, a humildade e a compreensão.

Já a coordenadora de pastoral, irmã Fátima Gonçalves, prega a relevância do círio para a evangelização e maior conhecimento das pessoas. “Cada grupo religioso tem seu próprio significado, mas o objetivo central do ato é fazer uma grande peregrinação em direção aos princípios de Jesus Cristo. É como se partíssemos de vários pontos diferentes, mas tomássemos como rumo central o caminho do amor de Deus”, comenta ela.

História e representatividade – Conforme o padre Mássimo Lombardi, o círio é uma tradição criada desde os primeiros séculos do cristianismo, quando um pequeno escultor da cidade de Nazaré (antiga Galiléia) esculpiu em madeira a Virgem Maria. Pela pureza, a imagem se tornou um símbolo e foi levada às ruas como objeto sagrado. Desde então, a marcha transformou-se no ‘círio’ e passou a representar o grande momento em que a sociedade resgata os reais princí-pios do evangelho e se torna uma ‘grande família’.

No Brasil, a celebração do círio, como é conhecida hoje, foi trazida há 300 anos, no fim do século XVIII, tendo como origem Belém (PA). Até hoje, Belém ainda é a cidade que tem a maior festa do Círio de Nazaré, com cerca de 2,2 milhões de fiéis. Segundo a irmã Fátima Gonçalves, no Acre o círio foi incorporado pela 1ª vez em 1932, quando a imagem foi levada pela Estrada do Calafate. Em 1958, com a construção da catedral, a estátua se consolidou entre o povo, dando origem a uma celebração local do círio.

 

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