Composta por Camargo Corrêa e Chesf, Jirau custará R$ 10 bi

Apontada como uma das principais obras do governo Luiz Inácio Lula da Silva, mas que será inaugurada por seu sucessor (ou sucessora), a Usina Hidrelétrica de Jirau custará aos cofres mais de R$ 10 bilhões. Nesta semana, a obra esteve no cenário da mídia regional por conta da manifestação de moradores das áreas que serão impactadas pela usina. Eles reclamam da forma como é calculado o valor das indenizações.

A construção do empreendimento energético está sob a responsabilidade do consórcio Energia Sustentável do Brasil, composto pelas gigantes Camargo Corrêa, Chesf, GDF Suez e Eletrosul. A participação de cada uma está em, respectivamente, 9,9%, 20%, 50,1% e 20%. O consórcio venceu o leilão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em maio de 2008.

A Hidrelétrica de Jirau terá capacidade de gerar 3.450 Megawatts (MW). Energia sufi-ciente para atender 10 milhões de residências. A previsão da empresa é de que a energia de Jirau já esteja disponível em 2012. 

De acordo com a empresa, que tem uma concessão de operação por três década, o objetivo é oferecer energia ao custo de R$ 71,37 por MW/h. A eletricidade gerada a partir de Jirau será suficiente para assegurar o crescimento industrial, o desenvolvimento regional e nacional e atender a demanda do mercado pelos próximos anos.

“O projeto é inovador pela solução de engenharia otimizada que considera o cuidado com o meio ambiente, a modicidade tarifária, a nova fronteira tecnológica de turbinas e geradores, além da antecipação da geração de energia que resultará em segurança energética para o país”, diz nota oficial do consórcio.

 

 

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