Sindicato denuncia descaso na Segurança das Unidades de Internação de Menores

A categoria de Agentes Sócio-educativos está preocupada com as constantes ameaças que vêem ocorrendo próximo as unidades de internações no período da noite. São muitos os casos de motocicletas e veículos que passam diariamente em frente destas unidades e não há se quer uma guarnição da Polícia Militar para assegurar a segurança dos sócio-educadores que ficam de plantão.
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O crime está tomando conta da cidade de Rio Branco. Desta vez, o fato ocorreu na Pousada do Menor, localizada no Conjunto Santa Cruz. Na noite de sexta-feira, 1º, vários sócio-educadores que estavam de plantão foram surpreendidos por disparos de arma de fogo feito na frente das unidades dos menores Acre e Aquiry.

Segundo alguns sócio-educadores, o fato ocorreu por volta das 23h, momento em que as equipes fechavam os portões que dão acesso a unidade. 

Foi solicitada uma viatura da Polícia Militar no local para que fosse averiguado a situação. Segundo os sócio-educadores, uma guarnição que se encontrava próximo ao portão de uma das unidades voltadas para semi-liberdade, chegaram ainda a ver dois elementos montados em uma motocicleta mas estes não demoraram muito na frente das unidades e se evadiram do local.

 Alguns policiais chegaram ao local e fizeram uma varredura por todo o perímetro da área externa da unidade, mas nada foi encontrado.

Contatado pela reportagem de A GAZETA, o presidente do Sindicato dos Agentes Sócio-educativos, Betho Calixto, informou que até pouco tempo existia policiamento nas guaritas externas das unidades e não se sabe ainda o motivo real que levou estes profissionais a deixaram de atuar na segurança noturna das unidades. Das quatro unidades de internação que existem na Capital nenhuma possui policiamento nas guaritas ou até mesmo empresas terceirizadas na área de segurança e vigilância.

Segundo Calixto, o próprio ISE tem conhecimento desta rea-lidade, afinal, muitas reuniões entre os sócio-educadores e a própria direção do instituto foram realizadas no decorrer deste ano, e foi colocado em pauta esta insegurança que anda assolando as unidades de internações e até agora nenhuma medida concreta foi adotada por parte da instituição, mesmo após este incidente não houve ainda por parte do ISE nenhum pronunciamento sobre este assunto.

“Rogo a Deus para que as instituições publicas que coordenam as atividades socioeducativas tomem precauções imediatas referente a este caso, não se pode deixar as unidades vulneráveis a atitudes de vândalos que tentam distanciar o foco do nosso trabalho. Os socioeducadores tanto da Capital como do interior certamente possuem a mesma mentalidade e o mesmo sentimento, estão inseguros e temem que o pior pode vir a acontecer caso não haja atitudes enérgicas do poder público sobre estas questões. Antes que alguma fatalidade muito grave ocorra, nós do Sintase já deixamos bem claro que a única proteção que possuímos no momento é a de Deus, esperamos que o Estado veja a preocupação que estamos sentindo no momento e cobre as responsabilidades dos responsáveis pela segurança dos nossos profissio-nais”. (Assessoria Sintase)

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