Pesquisa do DataSenado indica apoio a cotas nas universidades

 A maioria das pessoas apoia a instituição de cotas de acesso à universidade pública – é o que indica levantamento do instituto de pesquisas DataSenado realizado entre 24 de junho e 7 de julho, por telefone, em 119 municípios brasileiros, incluindo todas as capitais. Foram feitas 1.343 entrevistas e a margem de erro é de 3% para mais ou para menos. Veja a pesquisa completa.

 De acordo com a pesquisa, 83% entrevistados são a favor das cotas nas universidades para estudantes de baixa renda; 78% apoiam cotas para estudantes oriundos da rede pública; 85% aprovam cotas para pessoas com deficiência; 66% concordam com cotas para negros e 73%, para índios.

 Entretanto, os resultados mostram que o apoio às cotas de ingresso nas universidades públicas diminui à medida que aumentam renda e grau de escolaridade do entrevistado. Entre aqueles que disseram ter renda superior a 10 salários mínimos, a maioria desaprova a reserva de vagas para candidatos negros (70%) e indígenas (53%).

Qualidade do ensino

 Outro assunto abordado pela pesquisa foi a qualidade da educação pública. Para 44% dos entrevistados, ela é regular, enquanto 37% disseram ser ruim ou péssima e apenas 18% a consideram boa ou ótima. Com relação ao ensino universitário, 56% avaliam-no como ótimo ou bom, enquanto 31% o classificam como regular e apenas 8% como ruim ou péssimo.

 De acordo com 63% dos cidadãos entrevistados, os primeiros anos da educação são aqueles que devem receber mais investimento público. Os principais problemas da educação básica (que abrange o ensino fundamental e o ensino médio) que as pessoas ouvidas pela pesquisa indicaram foram os baixos salários dos profissionais (31%), a falta de qualificação dos professores (25%) e a má qualidade da estrutura física das escolas (10%)

Internet e cursos profissionalizantes

 Sobre a importância da internet, 78% dos entrevistados afirmaram considerar muito importante haver acesso à rede em alta velocidade nas escolas públicas brasileiras.

 Por sua vez, 96% dos entrevistados disseram ser muito importante oferecer cursos profissionalizantes aos alunos das escolas públicas, ao passo que apenas 3% disseram ser pouco importante e 1% ser sem importância.  (Agência Senado)

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