Cem por cento parada

Aquilo que se previa aconteceu: com os servidores de apoio em greve há várias semanas, os professores também decidiram por uma paralisação de 48 horas, que pode ser prolongada, e a Universidade Federal está 100% parada. Sem os serviços essenciais e sem aulas.

Nada a opor ao direito de reivindicar melhorias salariais ou outras condições de trabalho. Até porque, segundo consta, a responsabilidade maior é do Governo, no caso o MEC, que não cumpre com os acordos firmados tanto com os servidores como com os professores.

O que a sociedade se pergunta e questiona é como ficam os direitos dos estudantes que vêm sendo prejudicados há meses com esta situação. Nem freqüentar a biblioteca podem porque foi lacrada. O que se pergunta também é que qualidade de educação e ensino pode se esperar de uma instituição que vive às voltas com paralisações ora do seu corpo administrativo, ora do seu corpo docente.

Isso não pode continuar, indefinidamente. Primeiro, porque é uma entidade pública, mantida com dinheiro público, dos contribuintes. Depois, porque alguém, alguma entidade supe-rior precisa se responsabilizar por esta situação de descompromisso total.

 

 

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