Força Nacional começa a fazer buscas pelo corpo de Fabrício

Uma operação conjunta deu início ontem, 26, a uma série de buscas no Rio Acre para encontrar os restos mortais do estudante Fabrício Augusto de Souza, 16 anos. A empreitada começou com um reconhecimento de área de manhã e mergulhos durante toda tarde. A investida deve durar cerca de 15 dias, contando com 15 bombeiros da Força Nacional, 5 do Corpo de Bombeiros 1 perito criminal da Força Nacional e policiais militares.
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Fabrício está desaparecido desde o dia 16 de março do ano passado, quando saiu da escola de informática em direção a sua casa, no Conjunto Esperança.
As buscas se concentram num trecho entre as pontes Juscelino Kubitschek e Coronel Sebastião Dantas, no 1º Distrito da cidade. Mergulhadores se revezaram nas inspeções ao Rio Acre, enquanto poli-ciais militares realizaram buscas de vestígios às margens do rio e no barranco.

A operação está sendo feita em cumprimento a uma determinação judicial baseada no depoimento de um dos acusados pelo crime, Leonardo Leite de Oliveira, 20 anos. Durante depoimento à Polícia Federal, ele confessou que teria assassinado o estudante a golpes de punhal e jogado o corpo do rapaz dentro do Rio Acre.

Leonardo e o irmão, Edvaldo Leite de Oliveira, já tinham dado várias versões. Eles chegaram a alegar inocência em juízo, mas resolveram confessar o crime à PF.
Familiares do estudante acompanham as buscas. O tio da vítima, o funcionário público Sérgio Costa, disse acreditar na hipótese de que os restos mortais de Fabrício tenham sido jogados no Rio Acre. Porém, ele alega não crer na versão dada por Leonardo para a motivação do crime. Nela, o acusado alegou ter sido por ciúmes de uma namorada.

Em depoimento a uma psiquiatra forense da PF,  Leonardo também contou que no dia do crime 2 adolescentes teriam convidado Fabrício para fazer sexo embaixo da ponte. Uma das meninas seria namorada de Leonardo, que já as aguardava embaixo da ponte. Quando elas chegaram ao local, na companhia de Fabrício, Leonardo – com ciúmes – teria matado o estudante a golpes de punhal e jogado o corpo dele no rio.

Sérgio Costa alegou ter motivos para não acreditar nesta versão da motivação do crime, mas afirmou que não pode falar nada para não atrapalhar as investigações. A família de Fabrício aguarda o resultado das investigações da PF. Na opinião dos parentes, a investigação avançou muito e deve estar chegando perto da verdade.

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