“Não sou mais nada. Qualquer coisa, pergunte a Dilma”, diz Jobim

O ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, se mostrou magoado na manhã de ontem, dia seguinte de sua saída da pasta. Após fazer uma caminhada próximo de sua casa, em Brasília, ele evitou comentar o caso e se limitou a dizer: “Não sou mais nada. Qualquer coisa, pergunte para a Dilma”.

A saída de Nelson Jobim do Ministério da Defesa foi confirmada na noite de quinta-feira após uma reunião entre ele e a presidente Dilma Rousseff. Jobim é o terceiro ministro a deixar o governo. O chanceler Celso Amorim assumiu a pasta.

A saída de Jobim foi avaliada por aliados ao governo como natural, diante do posicionamento que ele adotou, de desferir comentários considerados, no mínimo, constrangedores para o Planalto durante uma entrevista concedida à revista Piauí. Já a oposição critica a saída do ministro. O senador Alvaro Dias disse hoje ao JB que Jobim foi punido por “dizer o que pensa”.

O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), disse que Jobim vinha dando sinais de que queria deixar o governo e, agora, “o copo encheu”. O petista afirma ainda que um dos motivos que gerou a divergência entre Jobim e Dilma foi a questão dos documentos sigilosos. “Vinha nessa direção de descontentamento. Está colocado, ele divergiu do encaminhamento dos documentos sigilosos. Foi ali que se deu o contexto da divergência”, disse Teixeira.

Para o líder do governo, a saída de Jobim não afeta a relação com o PMDB. Teixeira nega que a presidente Dilma Rousseff tenha perdido o controle sobre aliados. E afirma que mudanças são naturais em qualquer governo. (Jornal do Brasil)

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