Bancos não cumprem lei que impede o uso de celulares

A lei que proíbe o uso de celulares nas dependências de bancos não está sendo cumprida. A reportagem de A GAZETA constatou que as instituições bancárias sequer orientam funcionários e seguranças a cumprir a exigência. Além do celular, a lei também proíbe o uso de laptops, rádios, radiocomunicadores, iPads e similares. O autor da lei, deputado estadual Walter Prado, defendeu a aplicação imediata e ameaçou acionar a Justiça.
Proibio_celulares
Polêmica, a lei não leva em consideração que transações bancárias complexas podem exigir o uso do celular, uma vez que surgem problemas às vezes inesperados. Prado, por sua vez, cita exemplos de outros estados cuja proibição fez reduzir o número de assaltos e mortes.

Clientes são alvos de informantes que, na maioria das vezes, se infiltram em filas dos caixas para identificar as possíveis vítimas, em especial aquelas que sacam maior quantia em dinheiro. “O informante observa na fila quem saca e quanto saca. Depois descreve a vítima para o comparsa. Este, que está lá fora, fica encarregado de seguir a vítima para assaltá-la”, explicou Prado.

O parlamentar lembrou o caso de uma professora que foi assassinada na ladeira da Maternidade, depois de fazer o saque num banco da Capital. “Ela não quis entregar a bolsa e foi executada”, comentou.

A mesma lei também se estende aos supermercados e locais onde haja caixas eletrônicos. A proibição do uso de aparelhos será restrita a onde forem instalados os terminais eletrônicos da rede bancária. A reportagem constatou que nestes locais também não se cumprem a lei. As agências são obrigadas e vão ter de divulgar a proibição, através de cartazes afixados no interior dos bancos e terminais.

A reportagem procurou as superintendências da Caixa e do Banco do Brasil. Em nota, a Caixa informou que ‘tem sinalizado as suas agências no que se refere à proibição do uso de celulares em suas dependências’. Empregados e vigilantes, ainda segundo a nota, estão sendo orientados a solicitar que o celular não seja utilizado durante a passagem dos clientes em suas agências.

 

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