IBGE revela que o Acre teve a maior alta (5,2%) no varejo entre junho e julho

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) revelou que o Acre foi o estado que mais alavancou as suas vendas no Varejo entre junho a julho deste ano, incluindo o ajuste sazonal. Ao todo, o Acre teve o índice fixo (ou seja, crescimento histórico desde 2003) de 290,98% no seu volume de vendas comerciais em julho. Tal valor é 5,2% superior ao índice de junho (276,47%). A alta é 3,8 pontos percentuais superior a da média nacional (1,4%). Os dados são da pesquisa mensal do Comércio (PMC) de julho, divulgada ontem, dia 13.

Atrás do Acre no ranking dos melhores resultados no Varejo estão Roraima (4%), Rondônia (3,6%), Tocantins (3,4%), Maranhão (3,3%) e Santa Catarina (2,6%). Já do outro lado, no dos que menos impulsionaram as vendas nos seus comércios, estão o Amapá (-7,7%), Alagoas (-1,1%), Amazonas (-0,8%), Rio Grande do Sul (-0,3%) e Sergipe (0,2%). Tais valores já incluem o ajuste de sazonalidade, o que significa que eles já contam com o fator calendário (variações geradas por festividades, natal, ano novo, festas juninas, páscoa, etc).

O percentual de 5,2% no Acre foi considerado pelo IBGE como uma surpresa, uma vez que a taxa anterior (de maio para junho) havia sido negativa (4,6%). O instituto credita tal aumento, tanto aqui quanto nos demais estados do Norte, ao tradicionalismo com as festas juninas (impulsora nas vendas de vários setores), bom momento na economia do país e ao pagamento da 1ª parcela de reajustes no funcionalismo público (no caso do Acre, este reajuste foi de 20%).

Sem a sazonalidade, o Acre aparece na pesquisa da PMC em oitavo lugar, com 9% (atrás de TO, RO, BA, PB, PE, CE e ES), e com 1,9 pontos percentuais acima da média nacional (7,1%). Já no comércio varejista ampliado (que inclui materiais de construção e venda de carros), o índice de aumento em julho do Acre foi de 2,2%: o quinto pior do país (só ganha do AM, RR, SE e DF) e 5,5 pontos percentuais abaixo da média nacional (7,7%).

Os setores que mais cresceram a nível nacional foram: móveis e eletrodomésticos (4,1%); supermercados, alimentos e bebidas (1,6%); artigos farmacêuticos, médicos e cosméticos (1,1%); e livros, jornais e revistas (1,1%). Não há valores para o aumento nos setores do Acre.   

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