Caso Ana Bethânia tem reviravolta na Justiça

A audiência de instrução e julgamento do Caso Ana Bethânia começou na manhã de ontem, 19. Quatro pessoas são acusadas de terem ateado fogo no Rancho Laço Aberto, abrigo de cavalos de raça que participariam de prova de laço durante a Expoacre 2011. Eles são acusados, ainda, de terem furado o pneu de um trator usado para fazer a limpeza da arena onde aconteceria a prova de laço com o objetivo, segundo o inquérito policial, de prejudicar os organizadores da prova.

Os réus – Ana Bethânia Marques Lima, José do Nascimento Lima, Roberto Enor Hidalgo Morais e Roniglessy Nunes da Silva – também são acusados de quebrar o trailer que transportava os animais.
Na audiência de instrução, estavam previsto os depoimentos de cerca de 30 testemunhas, das quais 9 são de acusação e as demais são da defesa dos 4 réus. Conforme informações, durante a audiência na 1ª Vara Criminal, as testemunhas da acusação, Luiz Vitorio Camolez e Valdomiro Rufino Bento, negaram em juízo terem sido ouvidos na delegacia durante o inquérito policial presidido pelo delegado Leonardo Santa Bárbara, que pediu a prisão preventiva dos supostos acusados.

 Luiz Vitorio Cameloz disse, em juízo, que ele redigiu pessoalmente o seu depoimento para a polícia e o enviou por e-mail, tendo depois recebido o ‘termo’ para assinar. A testemunha Valdomiro Rufino, por sua vez, disse que já recebeu o depoimento pronto (em papel timbrado da delegacia), das mãos da Juíza Zenair Ferreira Bueno, que figura como ‘vítima’ no caso. “Assinei sem ler por confiar na juíza” declarou Valdomiro Rufino.

 O delegado Leonardo Santa Bárbara, por sua vez, disse ao juiz que ‘todos foram ouvidos na delegacia’.

 A juíza Zenair  Ferreira Bueno não compareceu à audiência.

 O juiz da 1ª Vara Criminal determinou a condução coercitiva da testemunha Edmilton da Silva Roque Neto, que faltou à audiência.

 Os advogados de defesa dos réus classificaram o episódio como muito grave. “Isso comprova a promiscuidade entre juízes e delegados, inaceitável durante investigações num processo criminal e que compromete todo o trabalho policial”, afirmou um advogado. A OAB deve se pronunciar hoje, 20, em coletiva a respeito dos fatos que deram uma reviravolta no caso.

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