Ex-presidiário se passava por funcionário da prefeitura para assediar mulheres

Cinco moradoras do Conjunto Nova Esperança detiveram o ex-presidiário Gleysson Souza do Nascimento, 21 anos, o ‘Lourinho’, no final da tarde de segunda-feira, 12.
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Ele é acusado de enganar dezenas de mulheres, se passando por funcionário da Prefeitura de Rio Branco e prometendo casas populares.

Segundo testemunhas, ele se apresentava como assessor especial do prefeito Raimundo Angelim e dizia estar fazendo cadastro de famílias carentes para o recebimento de casas populares.

Usando tal argumento, Gleysson tinha acesso às casas e fazia várias perguntas, tais como se a mulher era casada e a quantidade de filhos. Por fim, ele anotava o telefone das donas de casa, alegando que era para avisar quando elas fossem contempladas com as moradias. Após conseguir as informações, o acusado passava a ligar para as mulheres pedindo para dormir em suas casas.

Uma das vítimas – que não quis se identificar – disse que suspeitou da atitude do rapaz, que no dia seguinte à visita, passou a telefonar e pedir insistentemente para dormir na casa dela. “Desconfiei da conversa dele e, na tarde de segunda, eu passava em frente à casa de uma amiga quando o vi saindo. Fui lá e perguntei o que aquele homem estava fazendo. Minha amiga contou que ele era representante de uma ONG parceira da prefeitura e estaria cadastrando pessoas carentes para o recebimento das casas. Daí, tive certeza que se tratava de um vigarista” declarou a dona de casa.

A partir daí, 5 mulheres da mesma rua, todas vítimas de Gleysson, conseguiram prendê-lo e ligaram para a Polícia Militar. O suspeito foi conduzido à delegacia, onde foi descoberto que se tratava de um ex-presidiário por furto e que estaria em liberdade há pouco mais de 7 meses.

Em poder dele, a polícia apreendeu uma agenda com mais de 900 endereços e telefones de mulheres que moram nos bairros mais afastados.

“Apesar de evidências do crime de estelionato, ou um suposto ‘levantamento’ para uma ação criminosa de quadrilha, o delegado plantonista disse que não via nenhum crime na atitude de Gleysson e que o manteria detido esta noite. Mas amanhã ele seria liberado”. Disse o delegado.

Agora, nós é que ficamos em situação complicada, pois ele pode tentar se vingar. Informações sobre nossas vidas, onde moramos e quantas pessoas moram em nossas casas ele tem e pode até mesmo repassá-las para pessoas que conheceu no presídio”, alertou uma dona de casa, vítima do acusado.

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