Programa Pontos de Cultura do Pronasci será implantado no Acre

Teatro, música, performance e kung-fu marcaram a assinatura dos convênios entre entidades culturais e o governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour, para a implantação do Programa Rede de Pontos de Cultura Pronasci do Estado do Acre. A ação aconteceu durante toda a sexta-feira, 27, em Epitaciolândia e Brasileia.

A ação faz parte do Programa de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e do Estado do Acre, através da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour.

Foram contempladas quatro entidades da sociedade civil que desenvolvem trabalhos nas diversas linguagens artística-culturais: Grupo Experimental de Teatro Vivarte (Rio Branco), Associação da Juventude de Epitaciolândia, Associação Cultural e de Artes Marciais da Regional Alto Acre e Associação dos Deficientes Visuais do Acre.

Para execução das atividades previstas, serão repassados para cada entidade recursos no valor total de R$ 180 mil, em três repasses, correspondentes aos três anos em que serão desenvolvidos os projetos.

Francis Mary Alves de Lima, presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour, esteve presente nos dois momentos, acompanhada por Assis Pereira, diretor de Políticas Culturais da FEM, e de membros de sua equipe. Participaram ainda Spartacos Alencar, representante do MinC, o vereador Lacerda, representando a Câmara Municipal de Brasileia, Agleison Rodrigues, presidente da Associação da Juventude de Epitaciolândia, a professora Maria Rita, diretora do Grupo Vivarte, e Carlos Dílson Estivalete, da Associação Cultural e de Artes Marciais da Regional Alto Acre, além dos fazedores de cultura.

Cultura popular e o teatro urbano
O Grupo Vivarte e a Cia JRA de Teatro, formada por jovens de Epitaciolândia, deu o tom cultural do evento em suas apresentações pela manhã no Centro de Cultura e Florestania de Epitaciolândia. O primeiro mostrou a rica cultura popular, já o segundo apresentou uma performance baseada numa trama social urbana.

“Os Pontos de Cultura são na maioria das vezes um trabalho que os fazedores já realizam em suas comunidades. Esse programa vem afirmar, reforçar e consolidar essas atividades, potencializando esse fazer. O que é interessante é que, além da questão da arte e do lúdico, o programa incentivará também o combate à violência, pregando uma cultura de paz, por meio de várias linguagens criativas e de construção da cidadania”, ressaltou Francis Mary.

“Sempre tive essa ideia de que os pontos são para fortalecer projetos que já estão sendo desenvolvidos e outros. Nós já atuamos há um bom tempo, mas é preciso fomentar e incentivar cada vez mais os grupos. A gente trabalha a arte na vida. Nós hoje nos sentimos felizes em sermos reconhecidos como Ponto de Cultura.

Agradecemos ao governo do Estado, à FEM, à “Bruxinha” [Francis Mary] e a toda a equipe por esse reconhecimento”, comentou Maria Rita, do Vivarte.

Ativista cultural em Epitaciolândia, Agleison Rodrigues dos Santos, falou do comprometimento da FEM em lançar o edital para que o programa pudesse chegar na ponta.

“Hoje estamos sacramentando a nossa luta como fazedores de cultura, graças ao governo do Estado e à FEM. Estamos organizados e agora iremos receber recursos para realizarmos nossos projetos como ponto de cultura, que fará oficinas de iniciação e formação cultural tais como dança, capoeira, música, teatro, artes plásticas e artesanato”, explicou.

Em Brasileia – À tarde, foi assinado o convênio com a Associação Cultural e de Artes Marciais da Regional Alto Acre, no Centro de Cultura de Brasileia. O evento foi embalado por apresentações musicais dos alunos da Escolinha de Música Do-Re-Mi e de kung-fu.

“Cultura na Floresta” é o nome do projeto que será desenvolvido pela associação em Brasileia. Coordenado pelo professor Carlos Dílson, serão desenvolvidas várias atividades de formação nas áreas de música, teatro, artesanato, inclusão digital, dança, culturas populares e roda de leitura.

“Tudo isso só foi possível porque temos uma associação e somos unidos. É preciso estarmos organizados para realizarmos nossas ações para a comunidade.

Agradecemos à FEM pelo apoio. Iremos realizar diversas atividades e esperamos com isso melhorar a vida da comunidade de Brasileia”, disse Carlos Dílson. (Assessoria FEM)

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