Tratamento, prevenção e repressão ao uso de drogas é tema de encontro

Com a proposta de agrupar informações sobre as ações que estão em curso e planejamento em diversos setores que cuidam de questões relacionadas às drogas estão reunidos nesta sexta-feira, 13, representantes das secretarias de Segurança, Saúde, Assistência Social, Justiça e Direitos Humanos, Polícias Civil e Federal, Instituto Socioeducativo, Vara do Tóxico e de comunidades terapêuticas.

Os dados expostos por cada instituição servirão de base para a elaboração de um relatório que irá evidenciar com precisão o quadro atual no Acre. “Estamos reunindo informações das instituições públicas e também da comunidade para traçar um quadro do que já foi realizado, das ações em andamento e do que está sendo planejado em relação às drogas”, destacou o secretário adjunto de Segurança Pública, Ermício Sena.

Além disso, as informações subsidiarão os projetos que serão apresentados ao governo federal na oportunidade em que o Acre aderir ao Plano de Enfrentamento ao Uso do Crack e outras Drogas. O programa, com investimento de 4 bilhões de reais, tem como ações o atendimento ao dependente químico e a seus familiares, o combate ao tráfico de drogas e a prevenção ao uso dessas substâncias. “Podemos dizer que o crack não faz parte da realidade acreana, mas temos que trabalhar preventivamente e repressivamente para que não venha a ser problemática no Estado. Estamos nos antecipando ao problema”, explicou o secretário adjunto.

Para facilitar a discussão e posterior elaboração do documento o painel foi dividido em cinco eixos. Sendo eles: repressão; prevenção; tratamento e redução de danos; reinserção e pesquisa. De acordo com o presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen), Mário Elder a realização deste encontro representa um grande progresso na área de dependência química, porque reúne representantes dos cinco eixos que precisam trabalham em conjunto para garantir a eficácia das políticas adotadas pelo poder público.

“Nosso maior desafio é focar as ações nas áreas de tratamento e prevenção. A parte repressiva é mais assistida. Temos que encarar a dependência química como problema de saúde. E como toda doença precisa de tratamento”, defendeu o presidente.

O tema continua sendo debatido na segunda-feira, 16, durante a realização do I Seminário Por Uma Justiça Terapêutica que será realizado no auditório da FAAO a partir das 14 horas. Antes disso, acontece a 1ª Marcha contra o Crack e outras Drogas, com início às 9 horas em frente ao Palácio do Governo. (Agência Acre)

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