Mais de 35 cidades estão em estado emergência no interior do Amazonas

Com a subida das águas dos rios Amazonas e Juruá, municípios amazonenses sofrem com a perda de produção e o desbarrancamento de terra. Ao todo, 36 cidades já decretaram estado de emergência, com 61,8 mil famílias afetadas.

Segundo informações do prefeito de Itacoatiara (distante 175,48 quilômetrosde Manaus), Antônio Peixoto, a antecipação da cheia em um mês já ocasiona perdas severas ao município, principalmente na produção de maracujá, banana, juta e graviola.

Peixoto destaca, ainda, que a prefeitura vem orientando os pecuaristas a formarem blocos para viabilizar a compra da casca da soja, utilizada para complementar a alimentação do rebanho. Itacoatiara conta atualmente com 72 mil cabeças de gado bovino e bubalino.

Dividida em seis polos, a previsão é de que 4.600 famílias na zona rural e 2.700 na zona urbana do município já tenham sido atingidas pela cheia, com uma média de remoção diária de 20 famílias. “Algumas estão em abrigos e 90% na casa de parentes. Esperamos que o relatório seja enviado ao governo do Estado para que essas famílias recebam o Bolsa Enchente”, afirmou o prefeito.

Segundo Peixoto, a margem direita do Rio Amazonas  e outros  pontos da margem esquerda são as áreas mais atingidas.

O porto do município interditado na quarta-feira, após o rompimento das correntes de segurança que ligavam a ponte ao cais devido a correnteza e o vento, só será reativado em 40 dias.

Boca do Acre – Em Boca do Acre (distante1.028,43 quilômetrosde Manaus), banhado pelo Rio Juruá, atualmente com cota de12,30 metros, o coordenador municipal da Defesa Civil do município, tenente Elizier Costa, informa que todo o centro histórico da cidade foi destruído pelo fenômeno de desbarrancamento.

Com a cheia deste ano, que alcançou a cota máxima de20,54 metros(46 centímetrosa menos que a de2007, amaior no município), 23.344 pessoas foram afetadas diretamente, sendo 6.648 pessoas desabrigadas, 2.524 desalojadas e 12.811 atendidas.

O coordenador explica que, como cerca de 90% das casas são de madeira, a maior parte da população teve danos materiais. “Muitas casas desabaram porque a água cavou uma vala”, informou. (Do site d24am.com)

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