Ministro dos Transportes confirma recapeamento das BRs de Rondônia

Os senadores Ivo Cassol, Vincentinho Alves (PR/TO), Waldemir Moka (PMDB/MS), Jayme Campos (DEM/MT) e Kátia Abreu (PSD/TO), liderados pela presidente da Comissão, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), reuniram-se na manhã desta quinta-feira, 03 de maio, com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, além de diretores do ministério, para cobrar a conclusão de diversas obras rodoviárias e portuárias nas regiões Norte e Centro-Oeste do país, locais onde a próxima safra deverá enfrentar problemas para ser escoada, além do grande número de acidentes que tem ocorrido nas rodovias federais naquelas regiões.

Os parlamentares também debateram sobre alguns dos principais gargalos do sistema de infraestrutura do país e tiveram a oportunidade de ouvir de toda a equipe do ministro em que fase estão os projetos estruturantes da logística de transportes brasileira.

O senador Ivo Cassol cobrou do ministro e do diretor-superintendente do DNIT, general Jorge Fraxe, as obras de recapeamento das BRs 364, entre Vilhena e Extrema, na divisa com o estado do Acre, e 425, entre a BR-364 e Guajará-Mirim, que encontram-se em péssimas condições de trafegabilidade em vários trechos. “A BR é nosso único corredor de tráfego no estado, em alguns trechos está intransitável e já passou da hora do DNIT tomar as providências e fazer as obras”, cobrou o senador durante a reunião.

O general Fraxe, diretor do DNIT, explicou que a rodovia foi dividida em 4 lotes para que mais empresas possam participar do processo licitatório e a obra não fique nas mãos de uma só empresa. O atraso para iniciar o recapeamento ocorreu em virtude do orçamento destinado ao serviço, que foi reduzido, e precisou ser readequado para a execução das obras. Fraxe garantiu que no máximo em 30 dias todos os 4 lotes serão contratados, sendo que o Exército Brasileiro cuidará de um lote extra, fechando toda a extensão da BR.

Quanto à BR-425, ocorreu que a Delta, empresa que está sendo investigada por irregularidades em todo o país, venceu a licitação para executar a obra, mas o DNIT optou por não assinar o contrato, já prevendo problemas futuros, e novo processo foi aberto. “Neste caso as obras deverão começar em 90 dias aproximadamente”, explicou o diretor.

Ponte do Abunã – Cassol também cobrou do ministro a execução da ponte da BR-364 sobre o rio Madeira, entre Porto Velho e Extrema, fundamental para interligar a Rodovia do Pacífico e o restante do Mercosul. “É uma vergonha: nós emprestamos dinheiro para o Peru, a empreiteira que executou a obra em toda extensão da Transoceânica é brasileira, eles já asfaltaram e duplicaram toda a rodovia atravessando a cordilheira dos Andes e estão terminando a última ponte, enquanto nós nem construímos a primeira” disse Cassol indignado para surpresa dos presentes.

Segundo o ministro Passos foi preciso fazer um novo projeto de fundação em virtude do aumento da área inundada em virtude das usinas do rio Madeira, bem como aumentar a altura e o vão dos pilares, praticamente recomeçando o projeto do zero, o que resultou em todo atraso.

Além disso o ministério está sendo bem mais criterioso para contratar as empresas que participarão do processo, para evitar mais atrasos nas obras da ponte. (Do site Emrondonia.com)

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