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Ação conjunta das policiais Civil e Militar evita conflito agrário em ramal do Bujari

 A delinqüência contra o meio ambiente tem sido enfrentada com firmeza pelo aparelho policial do Acre, inclusive com ações conjuntas entre órgãos de proteção ambiental do Estado. Na quarta-feira, 21, a Polícia Civil (Delegacia Itinerante), Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) e Polícia Militar (Batalhão Florestal), realizaram uma blitz no Ramal do Cacau, divisa dos municípios Bujari e Sena Madureira, onde apreenderam armas de fogo, munição, motosserras, além de madeira nobre, extraídas ilegalmente.

 De acordo com o delegado Fabrizzio Sobreira, constado os indícios da prática criminosa a Polícia Civil vai prosseguir com as investigações. Um inquérito policial foi instaurado para apurar quem praticou crime ambiental e de invasão de terras, que seriam da Fazenda Canari, que estaria reivindicando na Justiça a reintegração de posse.

 A autoridade policial disse também, que essa ação das polícias e do Imac, fortalece aquilo que o Estado tem de mais importante: sua organização, prevenção e a consequente apuração dos ilícitos praticados. Ele lembrou que a operação teve 100% do seu resultado almejado. Foram efetuadas multas, apreensão de madeiras, entre as quais mogno, cerejeira, cedro e castanheira.

 Entre outros crimes a polícia descobriu que havia madeira em toras, tábuas e pernamanca. Os infratores escondiam o estoque extraído de forma ilegal (sem licenciamento) embaixo de palhas de palmeiras nativas. As autoridades estão avaliando o destino da madeira apreendida no Ramal do Cacau.

 “Se trata de uma diretriz do governo no sentido de coibir com veemência os crimes ambientais e proteger as pessoas que ali residem. A operação teve 100% do seu resultado almejado, mas o objetivo é manter a legalidade para os que possuem posse legal”, disse Fabrizzio.

 O major PM Negreiros, comandante do Batalhão Florestal, acrescentou que o desrespeito ao meio ambiente ficou constatado nas diversas modalidades de crimes, detectados numa extensa área de terra. “Verificamos que na propriedade, em litígio, pessoas compram árvores em pé e as vendem cortadas, usando motosserra, sem a devida licença. Ameaçam moradores com espingardas, isso nos preocupa”, disse.

 Negreiros lembra que parte dos invasores são aposentados, profissionais liberais e até taxistas. Todos com residência em Rio Branco, chegaram ao local, zona rural do Bujari, em janeiro deste ano. “Eles conseguiram formar uma associação, permitindo risco iminente de conflito agrário, mas o governo através das forças policiais conseguiu evitar”, observa.

 O major alertou que o crime ambiental está presente do começo ao fim do ramal. Conforme declarou, são extensas áreas de terra queimada, onde árvores centenárias como seringueiras e castanheiras foram devastadas pelos invasores.

 Visando preservar a vida de quem mora no local, o Estado se fez presente com uma ação integrada do Imac, Polícia Civil e Polícia Militar que de pronto atendeu ao chamado da população. (Asscom)

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