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Mãe de Weverton, do Atlético/PR, vê jogos com calmante e acredita em título

familia weverton - foto jp 4O Atlético-PR nunca chegou tão longe em uma Copa do Brasil. Nesta quarta-feira (20), às 21h50 (de Brasília), o Furacão inicia a briga pelo título contra o Flamengo, no Durival Britto. Para sair de campo com a vitória em casa no jogo de ida, o time paranaense conta com o apoio de uma torcedora à distância. Trata-se da mãe do goleiro Weverton, destaque da equipe na semifinal contra o Grêmio.

Dona Josefa Pereira, 49 anos, mora em Rio Branco, Capital do Acre, onde o jogador nasceu e foi criado. Ela recebeu esta semana a equipe do GloboEsporte. com em sua residência, disse que conversa todos os dias com o filho por telefone e revelou que assiste todos os jogos à base de calmante.

– Todos os jogos estou torcendo, não dá para perder. E vejo a base de calmante, não tem como relaxar. Eu torço para o Weverton, para o time que ele joga. Já vimos eles jogando contra o Flamengo (pelo Brasileirão). A família sempre torce e dessa vez todos vão esquecer ‘aquele time’. Todo mundo é atleticano.

No início do mês uma foto divulgada em uma rede social indicou um possível namoro entre o arqueiro do Furacão e Babi Muniz. A sogra, que já sabia do envolvimento, disse aprovar o namoro.

“A felicidade dele é a minha felicidade. Se ele acha que está feliz, que vá em frente, mas sem tirar o foco do trabalho”.

Apesar da ‘benção’ de dona Josefa, o romance parece não ter engatado. Em conversa por telefone, Weverton falou sobre o clima de decisão para enfrentar o Flamengo e despistou sobre o envolvimento com Babi Muniz.

“Espero um grande jogo. Chegamos na final por mérito e competência. É um momento especial para mim, porque vejo que em Rio Branco só se fala nisso, recebo muitas mensagens do pessoal. Alguns falam de brincadeira do Flamengo e outros apoiam, mas sei que meus verdadeiros amigos e minha família estarão torcendo por mim. Em relação à Babi, conheço ela, tive contato, me envolvi, mas hoje não temos nada. A gente se conhece e é amigo. Não é nada demais, não é um namoro. Se tivesse não tinha nenhum problema em falar”.

O início difícil de Weverton
Josefa Pereira não teve uma vida fácil. Pelo contrário. Criou os filhos e teve que lidar com os sonhos de cada um. Antes trabalhava como empregada doméstica e chegou a não acreditar no futuro futebolístico do filho Weverton. Para ela, que tem outros dois filhos (a educadora física Viviane Pereira, 29, e Uelinton Pereira, 30) foi tudo uma boa surpresa.

“Tudo começou como uma brincadeira. Toda criança sonha em jogar futebol. Ele sempre falava para mim, mas nunca acreditei muito. Tudo ainda hoje é um sonho. O Weverton sempre foi batalhador e isso é consequência do esforço dele. Lembro que ele foi para São Paulo com 17 anos, um menino. Ele chorava, dizendo que não queria ficar lá e eu chorava daqui. Foi muito difícil. Eu não sabia nada de futebol e tive que aprender para ajudar”, comentou a mãe.

O goleiro começou no Juventus-AC, passou por Corinthians, Remo, Oeste-SP, América-RN, Portuguesa-SP e hoje é titular absoluto do Atlético-PR, onde tem contrato até 2015. Weverton começou a jogar bola no “campinho” do bairro Bahia Palheral, em Rio Branco, e em 2002 foi para o Juventus. Três anos depois fez bons jogos na Copa São Paulo Júnior e assinou contrato com o Corinthians, clube que lhe proporcionou experiência e lhe abriu portas. (Texto e foto: Globoesporte.com)