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Com PIB per capita de R$ 11,7 mil, Acre é o 18º estado proporcionalmente ‘mais rico’

 Que o PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todas as riquezas de uma determina região, alguns já devem saber. Mas qual seria o contexto que este índice tem a ver com a vida dos acreanos? O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) respondeu esta pergunta na manhã de ontem, com a divulgação da  Contas Regionais do Brasil referente ao ano de 2011.
De acordo com tal estudo do IBGE, o Acre contabilizou no ano retrasado um PIB por pessoa (ou per capita) de R$ 11.782,59 para cada um de seus habitantes. Isso significa que o Estado somou em 2011 em torno de R$ 8,794 bilhões nas suas riquezas internas. Com tal cifra bilionária e com relação da distribuição dela por habitantes, o Acre ficou na 18ª posição, proporcionalmente, como o Estado cuja população é ‘mais rica’ do Brasil.

 Ficaram atrás do Acre, nesta lista do PIB per capita, os estados de Pernambuco, Pará, Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Piauí. Já o estado com maiores riquezas para cada cidadão foi o Distrito Federal, que somou em 2011 um PIB de R$ 63,020 para cada habitante. Em outras palavras, cada morador do Distrito Federal ganha 5,3 vezes a mais do que cada acreano recebe das riquezas estaduais.  

 Já num comparativo nacional, cada brasileiro somou riquezas anuais de R$ 21,535,65 em 2011. Tal valor é um pouco menos do que o dobro do que ganhou cada acreano no ano retrasado. A diferença é de R$ 9.753,06 por cidadão.

 Em termos absolutos (ou seja, sem o fator da proporcionalidade), os números pioram para o Acre. De fato, o IBGE aponta que em 2011 os R$ 8,794 bilhões do PIB acreano representaram apenas 0,2% (e trata-se de um percentual já arredondado) do PIB nacional, que somou mais de R$ 4,1 trilhões no ano retrasado.

 Nesta tabela nominal, o Acre ficou em penúltimo lugar entre os PIBs que menos participaram para o nacional, à frente apenas de Roraima (cujo PIB foi de R$ 6,951 billhões, quase R$ 2 bilhões a menos do que o Acre) e um pouco atrás do Amapá (R$ 8,968 bilhões). O topo da tebela foi ocupado por São Paulo (R$ 1,349 trilhão, ou seja, 153 vezes o PIB do Acre), Rio de Janeiro (R$ 462.376 bilhões) e Minas Gerais (R$ 386.156 bilhões). Todos dados de 2011.