Pular para o conteúdo

Desejar e fazer

Início de Ano Novo é hora de começar a honrar ou matar as esperanças renovadas no Natal; e a vencer ou negligenciar os desafios projetados no astral renovador da virada do calendário.
Sendo 2014 ano eleitoral, o desejo de um tempo mais feliz logo se projeta do pessoal para o coletivo. E o mundo melhor se constrói a partir da nossa aldeia, diria Tolstói.

O Acre vive tempos de mudanças, tem um projeto de desenvolvimento sustentável e cria uma nova economia de base florestal ancorada na indústria e na produção de alimentos. Em poucos anos, esse Projeto melhorou indicadores sociais e segue trazendo melhorias na vida da maioria mais pobre da população.

Para entender o acerto do Acre, é inevitável a comparação com outros estados. O que acontece no Maranhão, agora e por exemplo, aconselha muita atenção com a situação acreana.

Colocando o Acre e o Maranhão em uma linha de largada imaginária, no ano de 1999, o Estado do ex-presidente José Sarney partia com uma vantagem absurda: grande, integrado ao país, com tradição e a força política do PMDB para se impor em Brasília. E o Acre, pequeno, isolado, iniciando uma nova experiência de Governo com a Frente Popular, liderada por um PT de força nacional incerta.

No Acre, o governador Jorge Viana iniciou a construção do projeto de desenvolvimento sustentável e a Frente Popular seguiu unida na renovação da política. Lá no Maranhão, o poderoso Sarney, disfarçado de senador pelo Amapá, desunia os partidos para não dividir o poder e reinar sozinho com o seu PMDB.

Neste início de 2014, os dois estados colhem frutos das políticas que plantaram.

O Maranhão vive um clima de horror. O circo macabro em que se transformou a penitenciária de Pedrinhas é a ponta do iceberg de um política desagregadora, corrupta, velha e envelhecedora, que já justifica apelos de intervenção no Estado.

O Acre reduziu a mortalidade infantil de 40 para 13 em cada mil nascidos, antecipando a meta do milênio estabelecida pela ONU. O governador Tião Viana cita sempre essa conquista como símbolo de um Projeto de Estado que tem compromisso com as pessoas e com as famílias mais humildes.

Desejando mudanças para o Maranhão, vamos fazer acontecer novas conquistas para o Acre.

* Gilberto Braga de Mello
é jornalista e publicitário.
E-mail: [email protected]