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Policiais civis realizam nova paralisação e por enquanto não há consenso com o governo

 Sem acordo com o governo estadual, os policiais civis paralisaram as atividades nesta quarta-feira, 22, pela segunda vez este ano. Um ato foi realizado em frente ao Palácio do Governo. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Itamir Lima, destacou os pontos definidos em uma reunião de negociação realizada na tarde desta terça-feira, 21.

 O governo afirma que vai alterar a lei em 2014, mas para que a categoria seja beneficiada com promoção e gratificação é necessário que haja alterações.
“Nós lamentamos porque a maioria das nossas pautas implicam diretamente em alterações em lei. E foi dito que só se alterava depois do período eleitoral. Sabemos que não há entraves neste sentido, podem haver entraves de decisões políticas, mas não legais”, afirma o presidente.

 De acordo com o secretário de Polícia Civil Emylson Farias, algumas pautas avançaram e foram garantidas pelo governo, como regulamentação da aposentadoria, promoção, exigência de nível superior e titulação. “Nós dialogamos, conversamos. Acredito que a sensibilidade de ambas as partes tenha que existir para que a gente chegue a um entendimento”, disse.
“Nós tínhamos propostas para regulamentar nossa aposentadoria, a exigência de nível superior na Polícia Civil, a titulação, que é um direito de todo servidor e infelizmente não recebemos desde 2010. Lei não é para ser negociada, é para ser cumprida”, ressalta o Itamir.

 O presidente do sindicato demonstra ainda preocupação com o efetivo, que é o mesmo há 11 anos, mesmo levando em consideração o crescimento da população, e conta com 646 agentes, 91 escrivães e 63 peritos e papiloscopistas.

“Um concurso foi anunciado em 2009 e só se concretizou em forma de edital em agosto de 2012. Infelizmente esses policiais que foram aprovados ainda aguardam o início da academia. Mesmo entrando 250, ainda assim haverá um déficit, por conta dos que já saíram e dos 200 que se aposentam em até um ano”, explica.
Outra manifestação está prevista para acontecer na volta do recesso dos deputados estaduais, no próximo dia 3.