Barril de pólvora

 O aceno do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo para uma medida resoluta à imigração haitiana por Brasiléia é mais do que urgente.

 Está na hora de ações mais enérgicas em detrimento das paliativas que vêm acontecendo desde que a diáspora começou, em 2010, quando o Haiti foi assolado por um terremoto e tomado por epidemia de cólera.

 É inegável o esforço do Governo do Acre e de instituições como a Polícia Federal e a Receita Federal, que numa atitude hercúlea vêm tentando oferecer o mínimo de dignidade aos que chegam todos os dias pela fronteira com a Bolívia e o Peru.

 Porém, é preciso dar um basta a tanto sofrimento, tanto de imigrantes quanto de acreanos, sob o risco de o Estado se ver metido num barril de pólvora. Os ânimos estão cada vez mais acirrados entre os que estão em Brasiléia e a população local. Esta última está mais acuada com a situação.

 A aversão aos estrangeiros começa a tomar de conta e poderá descambar, logo, logo para algo mais grave.

 É preciso que Cardozo, quando na sua chegada ao Acre, na sexta-feira, realmente ponha como prioridade na sua agenda, ações urgentes e consolidadoras, em torno de um controle mais eficaz da entrada desses refugiados.


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