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Povo não é “coitadinho”

A sociedade e até opositores, pelo menos os honestos, reconhecem o esforço que o Governo do Estado e prefeitura da Capital estão fazendo há cerca de um mês para contornar e minimizar as graves consequências provocadas pelas cheias dos rios Madeira e Acre.

A rigor, com as medidas tomadas, com a ajuda do Governo Federal, não tem faltado nenhum produto essencial, mesmo com as sérias dificuldades para prover o abastecimento de alimentos, combustíveis, gás de cozinha e outros.

Evidentemente que a obrigação primeira cabe aos governantes, mas é preciso deixar claro também que a sociedade civil organizada em suas entidades representativas, sindicatos, clubes, igrejas, associações de bairros têm suas responsabilidades e devem assumi-las.

É preciso acabar com essa visão ou esse vício atávico, alimentado, sobretudo, pela classe política, de que o povo é “pobrezinho”, “coitadinho” e precisa receber tudo de graça, sem fazer nenhum esforço. Nesta visão equivocada, exige-se que o prefeito ou o governador vão limpar o quintal de suas casas.

Não é desse modo, com pa-ternalismo e populismo, que se constrói uma sociedade representativa, atuante e solidária.