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Polícia Rodoviária Federal limita ainda mais o tráfego de veículos da BR-364

 Devido ao aumento no nível da água que cobre quatro pontos da BR 364, a Polícia Rodoviária Federal e o Departamento Nacional de Infra Estrutura e Transporte (Dnit) em Rondônia decidiram que, a partir desta sexta-feira (21), a travessia para o Acre será permitida apenas para caminhões transportando alimentos e combustível.

 A medida foi confirmada nesta quinta-feira (20), pelo inspetor João Bosco Ribeiro, da PRF, durante reunião com os governadores Tião Viana (Acre) e Confúcio Moura (Rondônia).
“Iremos checar as notas das mercadorias e, se elas indicarem como destino uma localidade que não seja o Acre ou a região de Guajará-Mirim e do Abunã, pediremos para o motorista retornar. Os trechos inundados estão a cada dia mais críticos. A PRF e o Dnit só estão mantendo a passagem dos veículos de carga, devido à necessidade de abastecer o Acre”, disse Ribeiro aos governadores.

 De acordo com a PRF, com a rodovia em condições normais, cerca de 500 carretas seguiam para o Acre, diariamente. Com o aumento do nível do Madeira, este fluxo caiu quase em 90%.
Caso o Acre alugue balsas para transportar os caminhões, a travessia vai durar cerca de 14 horas até a margem do Rio Abunã.

“Em Rondônia, a situação do Rio Madeira, que nesta quinta-feira marcava 19,31m, nos preocupa muito. Estamos aqui para discutir uma intervenção, com a autorização e apoio do Governo de Rondônia, do Dnit e da PRF, para não termos interrupção do tráfego na estrada e garantir a logística de abastecimento do nosso Estado”, declarou o governador Tião Viana.
A meta, de acordo com Tião Viana, é que neste período crítico pelo menos 30 caminhões consigam trafegar até o território acreano para atender o Estado no que for essencial em bens de consumo. Mas, caso seja necessário interromper o tráfego na via por tempo indeterminado, o governo acreano já viabiliza alternativas.

“Temos um entendimento de dois atalhos por balsas em Jacy-Paraná e outra para transporte de alimentos e bens de consumo. Ao mesmo tempo, estamos recorrendo a uma balsa que está saindo de Porto Velho e indo ao Amazonas, subindo o Purus e subindo o Rio Acre e outra saindo de Manaus, que estão nos atendendo com gás, combustíveis e bens duráveis por via fluvial, enquanto o Rio Acre e o Purus não fiquem com seus níveis comprometidos”, detalhou o governador. (Com informações do site Rondoniagora.com)

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