Deputados divergem por conta da imigração haitiana, mas aprovam uma audiência pública

 Os deputados estaduais aprovaram ontem, 18, o requerimento do deputado Walter Prado (Pros) que solicita a realização de uma audiência pública em Brasileia. O objetivo será discutir a questão haitiana. A ideia do parlamentar é consultar a população tanto de Epitaciolândia quanto de Brasileia sobre a permanência de imigrantes na fronteira.

 Mesmo sendo aprovada, a matéria causou polêmica entre os deputados da própria base do governo na Casa. O deputado Astério Moreira (PEN) afirmou que não se pode excluir, de modo arbitrário, essas pessoas que pedem refúgio no Brasil. Disse, também, que é comum a todas as religiões do planeta, em especial o Cristianismo, o respeito ao estrangeiro.
“Não acho que devemos simplesmente virar as costas. É princípio fundamental na maioria das religiões: nunca maltratar o estrangeiro”, destacou o líder do governo.

 Outro que acompanhou o discurso de Astério foi o comunista Moisés Diniz (PC do B). Diniz pediu que seja instalada uma comissão para se reunir com os parlamentares federais, no sentido de encontrar soluções para o problema. Ele sugeriu que seja criado um campo de refugiados com toda a infraestrutura necessária para oferecer um atendimento humanitário. “O atendimento oferecido em Brasileia hoje é desumano”, completou.

 Fazendo uso diversas vezes da palavra, o deputado Walter Prado (Pros) defendeu a aprovação de seu requerimento. Segundo ele, o documento não tem pretensões eleitoreiras. Visivelmente irritado, Prado respondeu que o Governo Federal não tem tratado o problema como deveria.

“Foi feito muita lambança e pouca ação. Essa é a grande verdade. As cenas que vi ali são impublicáveis. Fiz questão de constatar. O povo não aguenta mais essa situação. Poderia fechar a fronteira”, aconselhou o deputado.

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