Parque Chico Mendes oferece trilhas para deficientes visuais

Frequentadora do parque utiliza guias para passear
Frequentadora do parque utiliza guias para passear

“Estou gostando muito, é muito bom ter um lugar assim para gente. É mais uma forma para nós interagimos com a sociedade, tem mais experiência. É bem sinalizado e não corremos o risco de cair, se perder ou se machucar”, disse o aposentado e deficiente visual, Francisco Cleide, que pela primeira vez visitou o Parque Chico Mendes.

Uma trilha no Parque Chico Mendes foi adaptada com cordas e placas escritas em Braille para dar acessibilidade aos deficientes visuais. Dos três km de extensão da pista, 1,5 km foi adaptado com informações sobre a fauna e a flora do local.

As placas são encontradas a cada dois metros durante a caminhada na trilha. O espaço deve ser inaugurado em breve, de acordo com a Secretaria de Turismo e Lazer (Setul). É o primeiro modelo nesse sentido da Região Norte.

A iniciativa é um projeto da Setul, em parceria com a Associação dos Deficientes Visuais (CEADV) e a prefeitura do município.

“Fizemos uma pesquisa para saber quais pontos turísticos os deficientes gostariam que fossem adaptados para melhorar a vida deles. Entramos em contato com o parque para saber se eles procuravam esse lugar para visitar. Aí, descobrimos que esse lugar era o ideal para receber esse projeto”, explicou a técnica de turismo da Setul, Rita Ramos.

Para agendar uma visita, basta entrar em contato através do telefone 3221-1933. “Pode ser uma pessoa ou um grupo”, destaca a técnica.

De acordo com a secretária de Turismo, Rachel Moreira, o custo usado para adaptar o espaço saiu menos de R$ 10 mil, porque o material utilizado foi reaproveitado do próprio parque.

“Todo material utilizado aqui foi reaproveitado de algum lugar. As placas usadas para escrever os textos em Braille são placas de raio-X, as cordas também são reaproveitadas e usamos a madeira aqui no parque. Foi tudo muito simples e rápido, mas ainda faltam uns detalhes para ficar pronta”, afirmou a secretária.

Professora de orientação e mobilidade da Secretaria de Educação, Vilma Nicácio, explica a importância do lugar para os deficientes. “É um passo para cultura, porque o lazer para eles é muito pouco. Essa é um opção grandiosa para vida deles, é uma forma de inseri-los na sociedade. Para nós é um simples passeio por uma trilha, mas pra eles é uma conquista a mais”, comemorou.

O projeto pretende levar essa acessibilidade para o Sítio Histórico Quixadá, na zona rural de Rio Branco, e o Seringal Cachoeira, próximo a Xapuri (AC). (Foto: Odair Leal/ A GAZETA)

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