Urnas: entenda apoio logístico prestado pela FAB no Acre

Helicópteros foram usados em municípios isolados
Helicópteros foram usados em municípios isolados

As localidades de difícil acesso, como seringais, aldeias indígenas e comunidades isoladas situadas em locais remotos, são a maior preocupação do Tribunal Regional do Acre nessa época de eleições.

Do total de 1.641 seções eleitorais, 101 estão nestas condições. A estratégia adotada pelo órgão foi enviar duas urnas para cada seção, além de um profissional treinado para fazer a substituição da urna principal, caso houvesse algum defeito.

“É impossível ir lá substituir uma urna ao longo do dia”, afirma o diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Acre, Carlos Vinícius Ferreira Ribeiro. Todas as 101 localidades são monitoradas de perto dentro da sala do TRE em Rio Branco.

A logística de distribuição também incluiu vários meios de transporte: carros com tração para as comunidades mais próximas e muitos barcos.

Em 42 desses locais o transporte ocorreu por meio dos helicópteros H-60 Black Hawk da Força Aérea Brasileira, operados pelo Esquadrão Harpia (7°/8° GAv) sediado em Manaus (AM).

“Muitas dessas comunidades, se não tivesse essa oportunidade de levar a eleição até lá por meio da Força Aérea, elas não participariam da vida democrática do país. É praticamente impossível uma comunidade de 200 ou 300 eleitores se deslocar de lugares tão longínquos para os centros urbanos”, avalia o diretor.

O apoio logístico às eleições no estado é prestado pela Força Aérea Brasileira desde 2004 ininterruptamente. Em 2012, o Tribunal abriu processo para contratar empresa para o transporte das urnas. Não houve concorrentes.

Na região não há helicópteros disponíveis. O custo de trazê-los dos grandes centros tornaria o processo inviável.

A necessidade de ter agilidade no transporte de mesários e urnas também está ligada com a apuração e totalização dos votos em todo o país.

Além das distâncias extremas e da dificuldade de aceso, o fuso horário do Acre é de três horas a menos em relação à Brasília, durante o horário de verão.

Para divulgar o resultado de uma eleição presidencial, por exemplo, o Tribunal Superior Eleitoral depende da apuração de 100% das urnas de todo o Brasil.

Caso houver problema na transmissão dos dados via satélite com alguma das 42 urnas há a possibilidade de resgatar por meio aéreo imediatamente na segunda-feira.

Da mesma maneira, o sistema distribuição de urnas eletrônicas segue um cronograma nacional que atende aos prazos de preparação das urnas para o fechamento do sistema.

“Se fossemos de barco, precisaríamos de 15 dias e não teria condições de cumprir com o planejamento”, compara Ferreira Ribeiro. (Portal Brasil, com Informações da Assessoria FAB/ Foto: Divulgação FAB)

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