ICMS cobrado pelo Estado é o responsável por novo aumento dos combustíveis no Acre

O motorista acreano não teve tempo para se acostumar com o aumento do combustível e terá que enfrentar o segundo reajuste em menos de 15 dias. Desta vez, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Estado do Acre (Sindepac), credita o rea-juste ao aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado pelo Estado do Acre, sobre os combustíveis.

Em nota o Sindepac, diz que o valor do preço da gasolina, diesel e álcool, deverá aumentar já neste próximo final de semana. Através de nota, o Sindepac explica que para calcular o ICMS deve ser usado os novos Preços Mé-dios Ponderados ao Consumidor Final (PMPF).

De acordo com o Diário Oficial da União, publicado em 10 de fevereiro deste ano, no Acre o valor a ser implantado é de R$ 3,7 por litro. Esse é o segundo aumento em 15 dias. Lembrando que, em dezembro do ano passado, os combustíveis tiveram outro reajuste de preço.

“Aumentou? Agora é aguardar que outros produtos como alimentos, por exemplo, também sejam reajustados, num efeito cascata! Virão tempos difíceis”, prevê o professor Jânio Lira.

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) informou que nas refinarias, a gasolina, diesel e álcool ficarão R$ 0,07 centavos mais caros. De acordo, ainda, com a publicação, em Rio Branco, o litro da gasolina ficará R$ 3,74, o etanol R$ 3,01 e o diesel em R$ 3,31.

A gasolina, o combustível mais vendido, teve mais um reajuste pesado para o bolso do consumidor. Em média chegou a 4%. Os valores a mais variavam nos postos de R$ 0,08 a R$ 0,12.

Em Cruzeiro do Sul, a gasolina chegou a R$ 4,10.  Entre os estados que vão adotar os novos valores estão Amapá, Bahia, DF, Espírito Santos, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais Paraíba, Piauí, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe.

“O PMPF de um combustível reflete o seu valor de mercado, aquele efetivamente pago pelo consumidor, razão pela qual não tem como os proprietários de postos de combustíveis intervir em tais decisões do Confaz, seja ela de redução ou majoração dos preços em cada unidade da federação, em especial a do Estado do Acre”, ressalta a nota.

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