Senador diz que avaliação negativa ao PT surge em decorrência da crise econômica

O vice-presidente do Senado da República, Jorge Viana (PT/AC), comentou o resultado de uma pesquisa realizada pelo Datafolha. Ela mostra uma queda na popularidade das principais lideranças políticas do Partido dos Trabalhadores.

Segundo o parlamentar, as avaliações negativas ocorrem em decorrência do momento delicado em que o país se encontra, influenciado por um clima de pessimismo com a economia.

“A pesquisa fere de morte os partidos. O PT perdeu a preferência pela metade. A presidente Dilma e o governador de São Paulo também tiveram resultados negativos. O desprestígio dos partidos é uma coisa muito séria”, ressaltou o parlamentar.

Para Jorge Viana, um dos motivos da falta de credibilidade política diz respeito aos atos de corrupção existentes no país. Para ele, a reforma política seria uma das formas para minimizar a corrupção no país.

“Se diminuir a quantidade de dinheiro, fica mais fácil investigar. Bilhões de recursos públicos já estão sendo colocados nas eleições através do fundo partidário. Sou contra a participação de empresas nas eleições. Tem propina, gente enriquecendo, tem. Vou continuar lutando para que seja feita uma ampla reforma política para que a campanha seja na base da proposta”.

Jorge Viana destaca que o PT estaria cometendo erros no cenário político nacional. E, na tentativa de solucionar a questão, estaria atuando como um interlocutor em diversas questões.

“O PT tem que reconhecer que tem problema. Se não reconhecer, não tem cura. Temos a obrigação de sermos mais explícitos do que os outros partidos no combate à corrupção. Precisamos nos reencontrar. Afinal, nós chegamos ao poder com esta bandeira de combate aos atos falhos na política”.

Quanto ao Acre, o senador acredita que o maior desafio da atual administração é fazer as coisas acontecerem na economia privada. “Os estados que dependem mais do governo vão sofrer. Medidas austeras estão sendo adotadas pelo governador do Acre. A economia vai piorar no primeiro semestre, mas deve se recuperar até o final de 2015”, finalizou.

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