Sites locais dizem que TJ liberou transferência de mais de R$ 580 milhões da Telexfree para a Caixa

Tabela mostra as operações que teriam sido feitas
Tabela mostra as operações que teriam sido feitas

Cinco transferências de valores bloqueados da empresa Ympactus Telexfree chamara a atenção de seus divulgadores nesta sexta-feira, 10. Em cópia de um ofício direcionado à juíza da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, Thaís Borges, são detalhadas as contas da Caixa Econômica Federal que receberam R$ 586.2 milhões do dinheiro bloqueado da empresa.

Os valores foram transferidos da conta judicial do Banco do Brasil para a Caixa Econômica Federal.

De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça do Acre (TJ/AC), a transação se fez necessária devido o contrato com o Banco do Brasil ter chegado ao fim e o banco perdeu a licitação da conta judicial para a concorrente Caixa Econômica.

A assessoria explica que não há ilegalidade no processo de transferência de dinheiro, como estão comentando nas redes sociais.

“Em recente licitação, a instituição financeira Caixa Econômica Federal venceu a concorrente Banco do Brasil, que ficará, pelos próximos anos, responsável por administrar todas as contas judiciais. Todo dinheiro bloqueado nessas contas do BB já estão sendo transferidas, tanto das Comarcas da Capital como as do interior para a Caixa”, explica o TJ.

Prazo final
A juíza Thaís Borges determinou prazo de 30 dias para que a Ympactus Comercial S/A, a Telexfree e o Ministério Público do Acre (MP/AC) se manifestem sobre o laudo pericial feito após uma auditoria nas contas da empresa. O laudo havia sido entregue à Justiça no dia 11 de fevereiro de 2015, mas o teor não foi divulgado.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Acre (TJ/AC), o laudo é conclusivo e agora as partes terão um prazo de 15 dias cada para se manifestarem sobre o conteúdo. Caso uma delas conteste o documento terão que apresentar novas provas.

No entanto, caso não ocorram manifestações de nenhuma das partes no período a juíza poderá entrar na fase final do processo e proferir uma sentença sobre o caso, que já se arrasta desde junho de 2013. (Do Portal da Agência Contilnet Notícias, com informações do site AC24horas)

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