Ações fiscais do MTE resgatam 55 trabalhadores em município acreano

 O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizou 248 ações fiscais no Brasil, 1.590 trabalhadores foram resgatados em 2014. O Estado do Acre se encontra em 4º lugar no ranking das ações em que mais ocorreram a identificação de trabalhadores em condição análoga à de escravo. Em Tarauacá, 55 trabalhadores foram resgatados, na criação de bovinos para corte.

Os números divulgados são decorrentes de ações de fiscalização das equipes do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), diretamente vinculadas á Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), e também da atuação dos auditores discais do trabalho, lotados nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTE) em todo o Brasil.

As ações fiscais com maior quantidade de trabalhadores identificados em condição análoga à de escravo e resgatados foram realizadas em Macaé, no Estado do Rio de Janeiro, na área de construção civil (118 trabalhadores). Em Sooretama, no Espírito Santo, em colheita de café (86). Em Picos, no Piauí, na coleta da palha da carnaúba (61).

A maior quantidade de trabalhadores identificados e resgatados ocorreu no Estado de Minas Gerais, com 354 trabalhadores. São Paulo ficou em segundo lugar, com 139 pessoas retiradas. Em terceiro lugar ficou Goiás, com 141 resgates.

Por área de atividade, a construção civil apresentou a maior quantidade de pessoas resgatadas, com 437 trabalhadores, seguida pela agricultura (344) e pela pecuária (228). Especificamente, no meio urbano foram realizadas 59 ações e 561 trabalhadores foram identificados em situação análoga a de trabalho escravo.

No ambiente urbano, o Estado com maior número de ações fiscais foi Minas Gerais (28 ações, 243 identificados).

Ainda de acordo com o MTE, ocorreu a identificação de seis trabalhadores em trabalho escravo na atividade relacionada à pesca.

 

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