Liga de Quadrilhas, Estado e Município declaram aberto o período junino na Capital

As cores, músicas e coreografias de São João cortejaram às margens da Gameleira, no último sábado, 18, em comemoração ao lançamento da terceira edição do “Calendário Junino” da capital. O anúncio reuniu os 11 grupos que integram a Liga de Quadrilhas Juninas do Acre (Liquajac), que é responsável pela ação, para divulgar o expediente que se estende ao mês de junho deste ano.

Agora, dezenas de arraiais estarão nos bairros da cidade preparados para oferecer comidas típicas, rifas, bingos, apresentações de música, danças, jogos e brincadeiras. A receita de cada evento contribuirá para que as comunidades produzam os espetáculos que disputarão o Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas, da expressão estilizada a tradicional, no aguardado 17º Arraial Cultural promovido pelo Governo do Estado.

“Os quadrilheiros são os protagonistas da festa e cumprem a missão de alegrar o povo, por meio de criações artísticas, com temas atuais ou baseados em fatos históricos, que reafirmam as nossas raízes amazônica e nordestina. É um motivo de orgulho para a administração do Município”, comenta Rodrigo Forneck, diretor-presidente da Fundação Garibaldi Brasil (FGB).

Quando apresentada, em 2014, a proposta recebeu cem por cento de aprovação pela comissão que avaliou os projetos do Fundo Municipal de Cultura (FMC) – política pública de financiamento nas áreas de arte e patrimônio cultural –, algo inédito até então. Apoiadores, o governo e a prefeitura também investem na ação para fortalecer o diálogo junto aos fazedores da cultura popular.

Função social e renovação cidadã

No mesmo dia e local, a Liquajac ainda abriu a temporada do “7º Esquenta Junino” e exibiu ao público uma prévia da performance que cada grupo começou a ensaiar desde janeiro. “Queremos expandir as atividades e torná-las acessíveis à população. Os eventos são gratuitos e articulados coletivamente”, ressalta o presidente da instituição, Cimar dos Santos.

Para Karla Martins, diretora-presidente da Fundação Elias Mansour (FEM), o início do São João colabora com o processo de cura pós-alagação que ainda está em curso na cidade. “Passamos por um momento muito triste e difícil, mas agora renasce a esperança e os motivos para sorrir. Qualidade técnica e companheirismo são características desse movimento tão rico e aguerrido”.

Abertura  do Festival Juninas de Quadrilhas  (Fotos Assis Lima) (17) Abertura  do Festival Juninas de Quadrilhas  (Fotos Assis Lima) (2)

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