Haitiana morre de pneumonia no Pronto Socorro de Rio Branco

Milourd Rigueur estava sozinha no abrigo da Capital. (Foto: Arquivo pessoal)
Milourd Rigueur estava sozinha no abrigo da Capital. (Foto: Arquivo pessoal)

Após chegar ao Acre doente no dia 24 de abril, a haitiana Milourde Rigueur, 27 anos, morreu na última segunda-feira, 4, no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), com diagnóstico de pneumonia.

A informação foi confirmada pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Acre (Sejudh), conforme laudo emitido pelo hospital. O secretário Nilson Mourão explica que a imigrante chegou já doente e foi internada no sábado, 2, no Huerb. Antes, ela já tinha recebido atendimento duas vezes na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Sobral.

Desde a sua chegada ao Acre, Milourd estava sozinha no abrigo na Capital mantido pelo Governo do Estado. A Sejudh conseguiu entrar em contato, por telefone, com o marido dela, que mora na República Dominicana. De acordo com Nilson Mourão, a Embaixada do Haiti no Brasil também foi acionada.

“O corpo está no necrotério. Hoje, fizemos contato com a Embaixada do Haiti no Brasil e conseguimos identificar o telefone do marido dela. Ele ainda não sabia da morte. Queremos saber se o marido se responsabiliza pelo translado da esposa. Se sim, a embaixada vai fazer os trâmites. Se não tiver condições, ela será enterrada aqui”, diz.

Segundo o secretário, um diagnóstico preliminar ainda no dia da morte dizia que a causa foi pneumonia.

Ainda de acordo com Nilson Mourão, o abrigo em Rio Branco possui atualmente mais de 850 imigrantes. Ele reconhece que a situação não é adequada para uma pessoa doente.

“Naturalmente, o abrigo não é um espaço adequado. O local está deteriorado, com muitos problemas, para quem está bom, imagina para quem está doente”, confirmou.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que realiza, dentro de abrigo da Capital, vacinação e controle de água potável. Já a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) disponibiliza a presença de dois médicos semanalmente no local para atendimentos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Acre informa que os imigrantes são encaminhados a serviços de saúde, durante a entrada na fronteira, quando apresentam algum sintoma.

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