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“Foi muito difícil viver estes cinco anos sob suspeição”, desabafa senador Jorge Viana

O senador Jorge Viana (PT) comentou na manhã de sexta-feira, 28, em entrevista coletiva, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que arquivou o processo impetrado pelo Ministério Público Eleitoral do Acre, em 2010, pedindo a cassação de seu diploma e de todos os candidatos da chapa majoritária da FPA.

“Eu quero virar está página, mas eu acho que tem pessoas com a consciência pesada pela maldade que tentaram fazer, mas não guardo rancor. A única coisa que eu queria era justiça. A pior coisa do mundo é uma pessoa rancorosa querendo fazer acerto de contas, eu não tenho acerto de contas para fazer com ninguém Graças a Deus, consegui alcançar este resultado. Foi difícil estes cinco anos, viver sob suspeição num mandato público não é bom”, disse o senador.



Jorge Viana comentou com a imprensa como foram os doze dias em que ficou cassado. “Foi graças a uma decisão do Supremo Tribunal Federal de Brasília, o eleitoral quem anulou a decisão e registrou minha candidatura. Também ali, um juiz federal foi o único que falou que a decisão era injusta. Então, eu devo muito à Justiça Federal, ao MPF eu devo até minha vida, eu falei outro dia, quando eu tive momentos difíceis”, disse.

O senador salientou que as provas contra a Frente Popular foram produzidas de forma absolutamente ilícitas.

“Estou querendo trabalhar na reforma política para tirar o poder econômico das eleições, para que possamos ter o eleitor tranquilo para decidir pelo que melhor ele entende. Eu não cometi abuso de poder econômico, nunca precisei deste artifício, tenho história política e determinação para andar de casa em casa, pedindo votos para continuar trabalhando para este povo que precisa das mudanças”.

O parlamentar voltou a comentar sobre o que ele classifica como judicialização das eleições. Ele frisou que quem perde uma eleição deveria respeitar o resultado ao invés de tentar impugnar o resultado.

“Tem um esquema montado no Brasil hoje de quem perde quer cassar quem ganhou, nós estamos mudando isso, quando tiver uma ação vitoriosa de quem recorreu num resultado de uma eleição tem que ter a anulação do resultado daquela eleição, o segundo não pode assumir, estamos mudando a lei para por fim nesta indústria do inconformismo, do que perde, não aceita o resultado”.

Por fim, o senador ressaltou que espera que a decisão favorável a ele possa também servir de parâmetros para arquivar os processos contra o governador Tião Viana (PT), César Messias (PSB), Edvaldo Magalhães (PCdoB), bem como aos suplentes arrolados na denúncia de abuso de poder econômico apresentada pela coligação do então candidato ao Governo do Acre, Tião Bocalom.

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