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Sibá Machado afirma que Polícia Federal cometeu ‘abuso de poder’ em prisão de Dirceu

O líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados, Sibá Machado (AC), comentou sobre a prisão do ex-ministro José Dirceu, ocorrida na manhã de segunda-feira, 3, na 17ª fase da Operação Lava Jato, denominada “Pixuleco”. Para o parlamentar, ocorreu “abuso de poder” por parte da Polícia Federal.

“A PF está se metendo em assunto político, prendendo por mera suspeita, lidando com indícios e puxando o Brasil inteiro para uma situação perigosa. Daqui a pouco não existe mais direito”, disse.



Os investigadores acreditam que o ex-ministro foi um dos responsáveis por criar e comandar o esquema de corrupção na Petrobras quando ainda ocupava o cargo, durante o primeiro governo do ex-presidente Lula. Segundo o procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima, Dirceu tinha “responsabilidade de indicar nomes”.

“Ele aceitou a indicação de Renato Duque para a diretoria de Serviços na Petrobras, e essa diretoria começou todo um trabalho de cooptação de empreiteiras, dando início ao esquema na estatal”, disse o procurador.

A atual fase da operação se concentra no cumprimento de medidas cautelares em relação a pagadores e recebedores de vantagens indevidas. Entre os crimes investigados estão corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Cerca de 200 policiais federais cumpriram 40 mandados judiciais, sendo 26 mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária e seis mandados de condução coercitiva, em Brasília e nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Foram decretadas ainda, a partir de representação da autoridade policial que preside os inquéritos policiais, medidas de sequestro de imóveis e bloqueio de ativos financeiros.

Foram presos ainda Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão e sócio de Dirceu na JD Consultoria e Roberto Marques, ex-assessor do petista. Todos os detidos estão acomodados na superintendência da PF em Brasília e devem ser transferidos para Curitiba, onde ficarão à disposição da 13ª Vara da Justiça Federal.

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